segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

DICAS DE DESENHO SEXTO ANO

6ºANO
O CAMINHO PARA O DESENHO


Como já vimos, o desenho é a arte de representar graficamente objetos reais ou imaginados, i.e., formas, figuras ou ideias por meio de pontos, linhas, traços, áreas, volumes, texturas e sombreamentos.

   Geralmente o desenho é feito a mão livre, para diferenciar do desenho técnico que usa régua, esquadro, compasso etc.
   
Materiais
Lápis, carvão, nanquim, giz pastel oleoso, pastel seco, sanguínea, canetas, entre outros.
   
Características gerais do desenho
 Geralmente o desenho livre é mais linear e focado na estrutura na composição e no contorno das formas. Pode ser monocromático ou colorido.


1) Escolha um objeto
Procure selecionar algo que tenha significado para você, se possível, como sua flor preferida, um monumento, uma árvore "cenográfica" ou seu cachorro, ou gato. No começo, será mais fácil desenhar usando uma referência do que a imaginação, portanto, desenhar algo de que você goste o ajudará a se concentrar.

Para começar, você não precisa de materiais de arte adequados. O desenho pode ser feito com caneta, lápis, carvão e papel. Qualquer desses materiais que estiver à mão serve. Pode-se usar também: nanquim, carvão, pastel oleoso etc.

2) Trace linhas curtas
Pressione o lápis de leve contra o papel. Concentre-se na linha que vai traçar e esqueça o objeto por enquanto. Não pense no seu cachorro; comece com um esboço. O contorno do cachorro é uma linha entre o animal e o ambiente.

Faça essa linha com traços curtos.
Quanto mais curtos forem os traços, mais firme parecerá seu desenho.
Não critique seu trabalho. Não diga não sei desenhar.
Seja rápido e vá melhorando seu esboço.

3) Desenhe os detalhes
Quando tiver um contorno básico do objeto pronto, comece a desenhar a parte de dentro dele. Procure por pontos marcantes no objeto, distinguindo marcas como um entalhe em um copo ou um tufo de cabelo no cachorro que darão a você uma ideia de onde colocar os demais características ou acidentes anatômicos ou linhas próximas.

4) Faça as sombras
O sombreamento é um pouco mais difícil, mas dá a seus desenhos uma sensação de luz e profundidade. Observe a maneira como o solo ou uma lâmpada iluminam o objeto. Comece fazendo marcas uniformes em áreas mais escuras usando um lápis apontado. Conforme a ponta for se desgastando, siga para as áreas sombreadas. 

4.1) Escala tonal 
Comece em uma ponta do papel e mova o lápis para frente e para trás ao longo da folha. Aplique menos pressão no lápis ao passar para as áreas mais claras, e assim vá procedendo até atingir o branco do papel.
As escalas tonais também são um ótimo exercício prático. 
Faça a sua própria escala tonal: divida um retângulo em cinco partes, em uma das extremidades inicie hachurando o mais preto possível, e vá diminuindo de intensidade até chegar no último (quinto) quadrado que será totalmente branco.  e escureça a outra o máximo que puder. Assim, voce conseguirá diferentes tons de cinza, i.e., do preto mais intenso ao branco do papel. 

Escala tonal de cinco valores tonais.
Escala tonal construída com diferentes texturas: hachuras verticais, hachuras horizontais, pontilhado, hachura cruzada, e hachuras misturadas respectivamente da parte superior à inferior.


HACHURAS

Mais antigas do que podemos imaginar, as primeiras tentativas de hachuras no desenho foram ensaiadas há mais de 40 mil anos, quando o homem, para se comunicar, fazia esboços no interior das cavernas. Porém, essa técnica eclodiu, de fato, só na Idade Média, atingindo o seu auge no século XV, e não se limitou ao desenho artístico, pois também foi importante na arte da gravura, principalmente para a xilogravura e na gravura em metal, com as técnicas de ponta seca e água forte. O grande mestre da gravura e conhecido como um de seus precursores, o talentoso Albrecht Dürer, não só fez uso das hachuras como aperfeiçoou essa técnica ao máximo.


A primeira coisa que você precisa saber para fazer hachuras no desenho é: não existe uma caneta ou outro instrumento ou ferramenta ideal para aplicar essa técnica, como ela também não conta com um estilo certo. Ou seja, relaxe quanto a isso! Porém, é claro que é importante que você já tenha uma noção sobre alguns aspectos, como luz e sombra. Mas não se desespere! O básico já basta (iaart).

 Hachuras em planos diferentes


USO DE HACHURA EM DESENHO

DESENHO COM CONTORNO CRUZADO


HACHURAS DE CONTORNO

USANDO CONTORNO COM LINHAS EXPRESSIVAS

USANDO LINHAS DE PREENCHIMENTO CRUZADAS 

USANDO LINHAS DE PREENCHIMENTO CRUZADAS E SOMBREAMENTO



DESENHO COM HACHURAS RETAS

DESENHO COM HACHURA CRUZADA

DESENHO COM HACHURA RETA E CRUZADA

DESENHO COM HACHURA EM CONTORNO










EXEMPLOS DE HACHURAS

Escala tonal com onze valores. Acima com lápis e abaixo digital (1).

Tipos de hachuras




Hachura de contorno

Hachura de contorno

Hachura de contorno

Hachura reta e mista

Hachura cruzada

Hachura em linha reta

Albrecht Dürer. Estudo de travesseiro, 1493 (Pillow study).

Albrecht Dürer. Estudo de travesseiro, 1493.


Hachura em rabisco



Valores tonais e seu nomes.

5) Pratique o desenho das formas
Copiar as linhas é um bom começo e uma ótima prática, entretanto só vai levar você até certo ponto. Assim, dominar as formas, desenhando a partir do real, você poderá começar a desenhar a partir da imaginação usando o conhecimento do real e melhorar a sensação de perspectiva de todos os seus desenhos. Comece tentando desenhar formas em 3D. Para iniciar desenhe uma caixa e faça seu sombreamento, depois desenhe uma esfera sombreada. Imagine que a luz venha do canto superior esquerdo e desenhe a sombra projetada.


DICAS

Procure criar o hábito de desenhar todos os dias. Quando você desenvolve um hábito, praticar se torna menos trabalhoso e você melhora mais rápido.
Não fique frustrado com os erros que perceber. Essa frustração interrompe muitos aspirantes a artista. Lembre-se de que até os artistas experientes ainda estão aprendendo. Todos estamos aprendendo diariamente.
Leva um tempo até dominar a coordenação motora para desenhar uma ideia que voce deseja. Continue praticando com linhas pequenas sobre as formas básicas e você vai melhorar aos poucos.
Não é preciso comprar materiais caros. Cadernos e lápis comuns são o suficiente para se aprender. Invista apenas em um caderno com folhas de gramatura superior a 120g, o que possibilita trabalhar com nanquim e pena.
Você também vai demorar um tempo até aprender a ver os detalhes em vez dos objetos, mas assim sua técnica vai melhorar.


DESENHANDO A PARTIR DE FORMAS

1) Pratique o desenho das formas
Copiar as linhas só vai levar você até certo ponto. Se dominar as formas, você poderá começar a desenhar a partir da imaginação e melhorar a sensação de perspectiva de todos os seus desenhos. Comece tentando desenhar formas em 3D. Fazer uma linha atravessando um círculo, por exemplo, dá a você esferas vistas de diferentes perspectivas, dependendo de onde você desenha a linha.

2) Combine os blocos em figuras
Comece com itens simples ou imaginários. Você pode fazer uma mesa com uma série de retângulos. Depois que conseguir imaginar os blocos que formam um objeto, você terá a criatividade para desenhar as coisas sem precisar de um modelo. Passe um tempo observando os objetos e descobrindo como encaixá-los nas formas.

Desenhando uma mesa usando retângulos (WP)

3) Produza suas referências
Desenhe muitos objetos e formas geométricas em seu caderno de desenho ou em seu sketch book, para que tenha uma referencia de todas essas formas. Arranje as formas para fazer a aparência do objeto. Reforce e aperfeiçoe as linhas para que o objeto tome forma. Quando terminar, experimente desenhar o objeto a partir de ângulos diferentes (vistas de lado de canto, de frente). Use seus esboços e rascunhos como referência para melhorar seus outros desenhos.

4) Sombreamento: fazendo sombras no desenho
O sombreamento requer mais atenção, pois dá a seus desenhos uma sensação de luz e profundidade. Observe a maneira como o sol ilumina o objeto. Comece fazendo marcas uniformes em áreas mais escuras usando um lápis apontado. Conforme a ponta for se desgastando, siga para as áreas sombreadas. Aperte com mais força para deixar marcas mais escuras.

Como um objeto produz sombra.

Sombreamento (clubedearteescolar)


O sombreamento de um objeto é a parte do acabamento mais importante, e não podemos imaginar um objeto finalizado se este não possuir sombreamento adequado. 
Antes de representar a sombra nos objetos precisamos treinar nosso olho observando como a luz produz sombra sobre formas geométricas determinadas. Isso se chama observar como um cientista ou como um artista.
Ao observarmos a luz produzindo sombra sobre corpos sólidos vamos notar que a sombra tem valores ou intensidades. Os valores são os diferentes tons de cinza entre o branco e o preto. 
Os artistas usam esses valores para traduzir a luz e as sombras que se observa nos corpos tridimensionais, i.e., o sombreamento, criando assim a ilusão de uma terceira dimensão. Com o sombreamento adequado, a ilusão de uma terceira dimensão aparece no papel.  

Se o objeto receber luz por todos os lados ou se estiver na sombra ou no escuro não se destacará do fundo, e não poderemos ver seu volume, ou seja, veremos tudo claro ou tudo escuro. Faz-se então necessário determinar a origem da fonte de luz que irá iluminar o objeto, mostrando assim, a forma do mesmo.
Com essa fonte de luz estabelecida, necessitamos texturizar, escolher os lados e as faces do objeto que receberão e que não receberão luz para poder escurecer regiões determinadas dando desta forma a ilusão do volume. 






Sombra e transparência











Terminologia Essencial no Sombreamento de Esferas

Para sombrear uma esfera com precisão, é importante entender a terminologia específica que descreve as diferentes áreas de luz e sombra. Observe na figura a seguir o nome de cada região sombreada e seu respectivo nome.


Luz plena – esta é a área do objeto voltada para a luz.

Luz especular (highlight)
É causada pela reflexão direta da fonte luminosa, essa região de luz depende de onde estarão os olhos do observador. É o ponto mais brilhante de uma superfície. Segundo Andrew Loomis, a luz especular é a distância mais curta da superfície até a fonte de luz.

Luz refletida
A luz refletida é a parte da luz que, ao incidir em uma superfície, não é absorvida, mas sim redirecionada para outras partes da cena.

Luz de recorte 
Não é uma luz que vai ocorrer em todas as situações. Essa luz vem de uma outra fonte de luz, é uma técnica para separar o objeto do fundo, destacando o objeto.

Meio-tom  
O meio tom representa uma transição gradual de luz para sombra, exibindo uma tonalidade que não é nem completamente clara nem completamente escura.

Terminador  
O terminador é a borda que divide a região iluminada e a área de sombra de um objeto, é onde inicia a sombra própria do objeto. É o ponto onde os raios de luz são tangentes com a superfície da esfera, abaixo disso a luz não consegue alcançar.

Sombra própria 
A sombra própria é conhecida como “core shadow” é a área mais escura de um objeto, geralmente localizada próxima à transição entre a luz e a sombra.

Sombra de oclusão 
A sombra de oclusão ocorre quando dois objetos se encostam. É um tipo específico de sombra que ocorre em áreas onde a luz tem dificuldade para alcançar devido à proximidade de superfícies ou objetos.

Sombra projetada 
Sombra que ocorre pela obstrução da luz pelo objeto.




Tarefa

1.
Em casa, desenhe, usando lapis 6B, três objetos que voce gosta por exemplo, uma plantinha, o seu gato ou o cachorro, ou um vaso ou uma cadeira que voce usa, um brinquedo que vc gosta. Use os princípios de luz e sombra que aprendemos na aula.

2.
Observe a figura e construa um quadro como esse com hachuras que vc mais gosta e invente outras.






Hachura mista com caneta (criativa)

Hachura colorida (criativa)






COLAGEM SÉTIMO ANO

COLAGEM: HISTÓRIA, TÉCNICA E ARTE 7° ANO Colagem:  Criatividade e  Composição  com Diferentes Materiais   Colagem de Hanna Höch Objetivos • ...