sexta-feira, 18 de setembro de 2026

DO BIDIMENSIONAL AO 3D

INTRODUÇÃO A ESCULTURA

Do bidimensional ao tridimensional
A transição da superfície plana para o espaço físico é um dos momentos mais fascinantes da expressão humana, marcando o nascimento da escultura. Enquanto o desenho e a pintura simulam a profundidade por meio de ilusões ópticas, a escultura ocupa o espaço real, convidando o espectador a orbitar a obra e a percebê-la sob múltiplos ângulos e estímulos luminosos. Essa mudança da bidimensionalidade para a tridimensionalidade transforma a contemplação estética em uma experiência sensorial e tátil, onde o volume, a massa e o vazio dialogam diretamente com o ambiente ao redor.

Ao longo da história da arte brasileira, grandes mestres moldaram a identidade cultural do país conferindo tridimensionalidade às nossas dores, crenças e identidades. 
No período colonial, Antônio Francisco Lisboa (1738-1814), o Aleijadinho, tornou-se a referência máxima do Barroco e do Rococó com suas esculturas em pedra-sabão e madeira, repletas de expressividade e dramaticidade.
Séculos mais tarde, o Modernismo trouxe a força de Victor Brecheret (1894-1955), responsável por introduzir a geometrização e a monumentalidade em nossas praças, a sensibilidade de Bruno Giorgi (1905-1993), cujas formas fluidas e vazadas capturaram o espírito utópico e arquitetônico de Brasília e Amilcar de Castro (1920-2002), aprofundaram a geometrização e a matematicidade nas obras, através do Movimento Neoconcreto, consolidou uma linguagem artística única baseada em dois gestos fundamentais sobre o metal pesado: o corte e a dobra. 
Sobre a obra de Amilcar de Castro

Método Construtivo. Amilcar trabalhava a partir de um bloco ou chapa maciça de aço (frequentemente aço carbono ou aço Corten). Sem adicionar ou desperdiçar material através de soldas ou descartes, ele fazia incisões precisas na placa e a dobrava. Diálogo com o Espaço: A dobra criava uma abertura tridimensional, transformando uma matéria plana e bidimensional em uma escultura volumosa que criava "vazios" e novos pontos de equilíbrio. 

Estética da Matéria. Suas obras pesavam toneladas, mas transmitiam uma sensação de leveza poética, como se o aço rígido e espesso tivesse sido manuseado com a suavidade de uma folha de papel. A oxidação natural do ferro também era integrada como cor e textura da própria obra. 

Legado Extrínseco
Presença Urbana: Suas esculturas monumentais integram a paisagem urbana de diversas cidades brasileiras, com forte presença em praças públicas e museus de Belo Horizonte e São Paulo. 
Memória: Hoje, o acervo e a memória de sua produção são preservados pelo Instituto Amilcar de Castro em Nova Lima (MG), que reúne centenas de suas criações.

Amilcar de Castro (MAC-USP) (1)

Amilcar de Castro em Porto Alegre.

Amilcar de Castro

A evolução da escultura no Brasil também desafiou as próprias barreiras físicas da matéria no século XX, integrando o espectador de forma ativa. Artistas como Lygia Clark (1920-1988) e Hélio Oiticica (1937-1980), através do movimento Neoconcreto, romperam com o conceito tradicional de estátua estática e contemplativa. Com os seus famosos Bichos, Lygia Clark criou estruturas geométricas de metal articuladas que o público precisava manipular para que a escultura existisse plenamente. Assim, a arte tridimensional brasileira consolidou-se como um campo aberto de experimentação, onde o espaço, o objeto e o corpo humano fundem-se em um único acontecimento.

Lygia Clark. Bichos.

Lygia Clark. Bichos.

Hélio Oiticica

Hélio Oiticica

Hélio Oiticica. Penetrable. (1)

Hélio Oiticica. Hélio Oiticica, maquete para Subterranean Tropicália Projects: PN15 Penetrable, 1971 (FOTO: MIGUEL RIO BRANCO; CÉSAR E CLAUDIO OITICICA Reprodução. dasartes)

Na contemporaneidade, essa passagem ganha novos contornos com práticas acessíveis e inovadoras, como a escultura em papercraft. Essa técnica traduz perfeitamente a jornada entre as dimensões: folhas de papel inicialmente planas, impressas com padrões bidimensionais, são meticulosamente cortadas, dobradas e coladas até se transformarem em bonecos e objetos tridimensionais complexos. O papercraft democratiza a linguagem escultórica, unindo a precisão da modelagem geométrica digital à manufatura artesanal, provando que o volume e a tridimensionalidade podem emergir dos materiais mais cotidianos.





Fonte






quarta-feira, 16 de setembro de 2026

DESENHO DE OBSERVAÇÃO

DESENHO DE OBSERVAÇÃO 


Anders Zorn (1860-1920)

O desenho de observação é uma das práticas mais transformadoras no aprendizado da arte, pois nos ensina a olhar para o mundo com verdadeira atenção. Diferente do desenho de imaginação, onde criamos formas a partir da nossa mente, nesta modalidade o desafio é traduzir para o papel exatamente aquilo que está diante dos nossos olhos, seja uma simples maçã, uma cadeira ou um colega de classe. Esse exercício funciona como uma academia para o cérebro: ele treina a coordenação entre as mãos e os olhos, ajudando a perceber que as coisas não são apenas como "achamos" que são, mas sim um conjunto fascinante de linhas, volumes, sombras e proporções reais.
Ao praticar essa técnica, o segredo não está na habilidade mágica de desenhar perfeitamente, mas sim na nossa capacidade de enxergar os detalhes. Vocês começarão a notar como a luz do sol bate em um objeto e cria sombras profundas, ou como as linhas mudam de direção dependendo do ângulo em que estamos sentados. O desenho de observação nos convida a desacelerar o olhar e a descobrir a beleza nas formas cotidianas, transformando o erro em uma oportunidade de correção e o papel em um espelho da nossa própria percepção do mundo.
Desenhar é, antes de tudo, um ato de aprender a ver, um ato de amor ao objeto, é observar. É o silêncio de parar o tempo. É o tempo de colher os detalhes com os olhos e traduzir o mundo palpável em linhas, luz, sombra e volumes.  É transferir o sentimento para a folha em branco. Essa entrega exige foco, paciência e entrega, revelando que o verdadeiro traço não nasce nas mãos, mas no instante em que redesenhamos o nosso próprio olhar sobre o espaço que habitamos.









Desenhar não é apenas guiar o traço,
é, antes de tudo, aprender a ver.
É pausar o tempo, habitar o espaço,
e na folha em branco, o mundo recolher.

Exige a calma de quem vê o detalhe,
foco que molda uma nova perspectiva.
Para que a linha fugaz nunca falhe,
e a realidade vista se torne viva.

É traduzir o visível em sentimento,
paciência que transforma o cotidiano, a parte,
eternizando no papel o movimento,
fazendo do espaço ao redor, ressurgir na arte.

O desenho de observação é uma prática artística em que o aluno observa para um objeto, pessoa ou paisagem real e tenta reproduzi-lo no papel, desenvolvendo proporção, luz, sombra, volume e o olhar atento.

O que é o desenho de observação?
É a arte de aprender a ver o mundo real com calma e foco.
Ajuda a entender proporções, volumes, luz e sombra.
Vai além de copiar: é uma interpretação pessoal do que está na frente do artista.

Peter Paul Rubens (1577-1640)

Andres Zorn (1860-1920)





Andres Zorn (1860-1920)


Sugestão

Natureza morta 
Colocar objetos simples (como frutas, garrafas ou copos) no centro da sala para estudo de formas e sombreamento.

Desenho ao ar livre 
Levar os alunos para o pátio da escola para registrar texturas de árvores, tijolos, folhas ou construções.

Estudo de elementos naturais
Observação detalhada de folhas, galhos, sementes ou até pequenos animais.

Proporção e corpo humano
Praticar esboços rápidos de gestos ou detalhes de mãos, pés e rostos.


Dicas de técnicas em aula

1) Usar o lápis esticado na mão como régua visual para medir proporções.
2) Definir um ponto de luz fixo (como a luz de uma janela ou luminária) para criar áreas de claro e escuro.
3) Fazer um esboço leve antes de definir os traços finais e as sombras.






















Fonte








segunda-feira, 14 de setembro de 2026

ARTE E BRINCADEIRA

ARTE E BRINCADEIRA
6º ANO

Arte-Brincadeira: 
A Intersecção entre Arte, criatividade e jogo.

Duração: 10 aulas

Público
Estudantes de artes, educação ou interessados em geral 

Objetivos
1. Compreender o conceito de arte-brincadeira e sua relação com o lúdico.
2. Explorar obras e artistas que utilizam o brincar como parte do processo criativo.
3. Estimular a criatividade por meio de atividades práticas que unem arte e brincadeira.

Estrutura da Aula

1. Introdução
Os brinquedos e os objetos lúdicos ocupam um lugar de destaque na história da arte moderna, servindo como extensões da pesquisa formal de grandes mestres. O artista uruguaio Joaquín Torres-García, por exemplo, fundou em Nova York, no ano de 1924, a fábrica Aladdin Toys (frequentemente grafada com dois "d" na documentação da época, Aladdin Toy Company), que infelizmente foi destruída por um incêndio em 1925. Torres-García criava os chamados "brinquedos transformáveis": peças de madeira intercambiáveis que podiam ser desmontadas e recombinadas, antecipando seus conceitos de estrutura e geometria universalistas (MUSEU REINA SOFÍA, 1991).
A esfera afetiva e familiar também impulsionou criações icônicas dos artistas Paul Klee e Pablo Picasso.
Paul Klee: Desenvolveu, entre 1916 e 1925, cerca de trinta fantoches de luva feitos à mão para o seu filho, Felix Klee. Essas figuras misturavam tecidos costurados, gesso e materiais reciclados, dialogando diretamente com o expressionismo e o teatro de marionetes da Bauhaus (ZENTRUM PAUL KLEE, 2006).
Pablo Picasso: Desmontou uma mesa de centro de madeira para esculpir um pequeno cavalo para o seu neto, Bernard Picasso, integrando o ambiente doméstico à sua célebre prática de montagem e assemblage (MUSEO PICASSO MÁLAGA, 2012).

No cenário das vanguardas, a obra lúdica mais célebre é o Cirque Calder (1926–1931), de Alexander Calder, hoje pertencente à coleção permanente do Whitney Museum of American Art, em Nova York. Durante anos, Calder realizou performances disputadas em Paris ativando esse circo em miniatura. O conjunto é composto por dezenas de acrobatas, trapezistas, palhaços e animais minuciosamente esculpidos em arame, barbante, borracha e retalhos de tecido, inaugurando as bases de sua escultura cinética e performática (WHITNEY MUSEUM, 2008).

O que é Arte-Brincadeira?
Definição 
Arte-brincadeira é uma abordagem artística que integra elementos lúdicos, jogos e interação ao processo criativo. Ela desafia a ideia tradicional de arte como algo estático, convidando o espectador a participar e se envolver transformando-se em coautor da obra.

Contexto histórico 
Relação com movimentos como o Dadaísmo, Surrealismo e a Arte Contemporânea, que exploram o absurdo, o acaso e a participação do público transformando o objeto de arte em algo vívido e vivenciado.

Exemplos de artistas que produziram arte e brincadeiras, e brinquedos: 
Lygia Clark, Hélio Oiticica, Yayoi Kusama, Joaquim Torres-Garcia, Paul Klee, Joseph Beuys entre tantos outros artistas.


ATIVIDADE NO LABORATÓRIO DE ARTE

• Fazer um grupo com 4 ou 5 colegas.

• Listar em seu caderno todas as brincadeiras que você gosta

• Discutir com seus colegas quais dessas brincadeiras podem ser construídas no âmbito do CMPA. 

• Escolher tres (3) brincadeiras para construir.

• Se for um joguinho inventado, deve ser criado regras para que todos possam jogar.

• O jogo construído ou um Vestígio do  jogo deve ser preservado para constituir uma obra de arte.


2. Apresentação de Referências Artísticas 

• Lygia Clark e os "Bichos"
• Esculturas manipuláveis que convidam o público a interagir e transformar a obra.
• Hélio Oiticica e os "Parangolés":
• Capas e estandartes que ganham vida com o movimento do corpo.
• Yayoi Kusama e as "Obliteration Rooms":
• Espaços interativos onde o público pode colar adesivos coloridos, transformando o ambiente.
• Joseph Beuys e a "Arte Social"
• Obras que envolvem participação coletiva e jogos simbólicos.


3. Discussão e Reflexão 

• Perguntas para debate:
• O que diferencia a arte-brincadeira de uma brincadeira comum?
• Como a participação do público transforma o significado de uma obra de arte?
• A arte precisa ser séria para ser relevante?


4. Atividade Prática: Criando sua Arte-Brincadeira 

Material necessário: Papel, tintas, cola, tesoura, objetos recicláveis, tecidos, adesivos, etc.

Instruções

1. Em grupos ou individualmente, os participantes (alunos) devem criar uma obra que envolva interação ou brincadeira.

2. A obra pode ser um jogo, uma escultura manipulável, um ambiente interativo ou uma performance.

5. Incentivar a criatividade e a exploração de materiais não convencionais.

Exemplos de ideias

• Construir um labirinto de papel onde os jogadores precisam encontrar um caminho, com uma bolinha de gude.

• Criar máscaras ou fantasias que transformam quem as veste.

• Desenhar um jogo de tabuleiro com regras absurdas ou poéticas.


6. Apresentação e Compartilhamento
 
• Cada grupo apresenta sua obra, explicando o conceito e como ela funciona.
• O público é convidado a interagir com as criações, experimentando a arte-brincadeira.


7. Conclusão e Encerramento 

Reflexão final

• Como a arte-brincadeira pode ser aplicada em outros contextos, como educação, terapia ou comunidade?

• Qual o papel do lúdico na expressão artística e na vida cotidiana?

• Encerramento com uma dinâmica leve, como uma roda de aplausos ou uma brincadeira coletiva.

Materiais de Apoio
• Imagens e vídeos de obras de Lygia Clark, Hélio Oiticica, Yayoi Kusama e Joseph Beuys.
• Textos teóricos sobre arte e lúdico (opcional para turmas mais avançadas).


Avaliação

• Participação nas discussões e 
• Participação nas atividades práticas com os colegas
• Criatividade e engajamento na criação das obras (brinquedos).
• Reflexão crítica sobre o tema.


Essa aula busca não apenas informar, mas também envolver os participantes (alunos) em uma experiência prática e reflexiva, mostrando que a arte pode ser divertida, interativa, lúdica e transformadora.




Fonte

MUSEU REINA SOFÍA. Torres-García: Juguetes transformables. Madrid: Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, 1991.

MUSEO PICASSO MÁLAGA. Picasso de los niños. Málaga: MPM, 2012.
WHITNEY MUSEUM OF AMERICAN ART. Alexander Calder: The Paris Years, 1926–1933. New York: Whitney Museum, 2008.

ZENTRUM PAUL KLEE. Paul Klee: Handpuppen. Bern: Hatje Cantz, 2006.





(Publicado em 6/III/2025, atualizada em 2026) 

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

ARTE E RECILAGEM SEXTO ANO

ARTE E RECICLAGEM
PRODUÇÃO DE PAPEL MACHÊ
6º ANO


A reciclagem de materiais descartados, como embalagens de ovos, jornais, revistas e papel velho (cadernos, jornais, caixas de papelão etc), é uma necessidade urgente para a preservação do nosso planeta. Ao desviar esses resíduos dos aterros sanitários, reduzimos o impacto ambiental e promovemos a sustentabilidade, garantindo mais qualidade de vida e proteção para os ecossistemas. 
O reaproveitamento consciente ressignifica o que antes era considerado lixo, transformando o ciclo de consumo em uma engrenagem de preservação ativa e responsabilidade ecológica.
Nesse cenário, a arte atua como uma ferramenta fundamental de transformação e conscientização, revelando o potencial oculto nos materiais renegados. Pelas mãos de artesãos, a polpa de celulose e o papel usado fundem-se em uma massa de excelente textura, fibra longa e altíssima resistência após a secagem, provando que a sustentabilidade também gera alta qualidade técnica. Assim, a expressão artística não apenas embeleza o mundo, mas também educa, demonstrando que o respeito ao meio ambiente e a criatividade caminham juntos na construção de um futuro mais limpo e mais saudável. Reutilizar torna-se então a pavimentação para um futuro sustentável.

Reciclar embalagens de ovos (feitas de polpa de celulose) e papel velho, que ante ja foram árvores, é um dos segredo dos grandes artesãos: essa combinação gera uma massa com excelente textura, fibra longa e altíssima resistência após a secagem, além de trazer à luz objetos com valor estético agregado.

O papel machê é uma das técnicas artísticas mais versáteis e acessíveis do mundo, transformando materiais reciclado simples como água, cola e fibras de papel em esculturas incrivelmente resistentes. Historicamente utilizado desde a fabricação de máscaras tradicionais até mobiliários decorativos, esse método se destaca por permitir que tanto iniciantes quanto profissionais criem formas tridimensionais sem a necessidade de ferramentas complexas ou fornos de queima. Sua maleabilidade única oferece total liberdade criativa para moldar desde pequenos detalhes anatômicos até grandes estruturas cenográficas, tornando-se uma escolha sustentável que une reciclagem e expressão artística de maneira prática.
Ao dominar a receita ideal, as possibilidades de aplicação se expandem para praticamente qualquer projeto decorativo ou funcional. É possível lixar a massa seca para obter um acabamento perfeitamente liso, perfurar a peça para adicionar articulações, ou aplicar texturas rústicas que imitam pedra, madeira e metal através da pintura. 
Seja para desenvolver peças de design de interiores, como vasos decorativos e luminárias, ou para dar vida a bonecos, adereços teatrais e relevos em telas, o papel machê se adapta perfeitamente ao seu estilo. 
Com a proporção correta dos ingredientes básicos, você terá em mãos um material durável, leve e pronto para receber qualquer tipo de pigmentação.

Aqui está a uma receita de papel machê ecológico.

Ingredientes para a massa base do papel machê: 2 rolos de papel higiênico, ou 3 embalagens de ovos de papelão, cola cascorez ou cola PVA, gesso de secagem lenta, amido de milho e farinha de trigo, creme para hidratar ou óleo mineral, vinagre e clorofina (água sanitária Qboa).

Materiais para fazer a massa: 1 balde, uma bacias ou tigelas, um garfo, 
uma colher de sopa, um pano de prato limpo e toalha para secar as mãos.


Ingredientes e Materiais

Papel base
3 a 4 embalagens de papelão para ovos + 3 folhas de jornal ou papel rascunho.
ou 2 rolos de papel higiênico de folha simples (o mais fino possível e mais barato). 

Adesivo
1 xícara a 1,5 xícara de cola branca comum (PVA).

Aglutinante
2 colheres de sopa amido de milho (maizena) ou 2 colheres e sopa de farinha de trigo. Podemos  também usar Gesso Crê de secagem lenta. Em uma das receitas que usamos foi: para cada rolo de papel higiênico 100g de amido de milho e 100g de farinha de trigo.

Conservante
1 a 2 colher de sopa de vinagre branco ou água sanitária (para evitar mofo).

Água
O suficiente para cobrir o papel no balde. A função da água é amolecer as fibras e diluir a cola que existe no papel (quando usarmos embalagem de ovos ou papel jornal). Se usarmos papel higiênico não será necessário esperar todo esse tempo. Chamamos esse passo de despolpação do papel higiênico.

Materiais ou Ferramentas
Balde (para quem fizer com embalagem de ovos e papel jornal)
liquidificador, (para quem fizer com embalagem de ovos e papel jornal em casa)
um pano de prato limpo
Tigela grande de plástico (para amassar os ingredientes) 
Um garfo
uma colher de sopa
Uma toalha para secar as mãos


Modo de preparo 
(Passo a passo)

Rasgar 
Pique as embalagens de ovo e os papéis em pedaços bem pequenos (2 cm × 2 cm). 
Quanto menor o pedaço, mais homogênea será a massa e mais fácil será na hora de moldar.

Hidratar
Coloque os papéis picados no balde e cubra totalmente com água morna. Deixe descansar por, no mínimo, 12 horas para as fibras amolecerem. Se for usar papel higiênico não é necessário esse tempo todo.

Bater
Transfira o papel com a água (em pequenas porções) para o liquidificador (se usar caixas para ovos). Bata na função pulsar até virar uma polpa cinza e lisa.

Coar
Despeje a polpa no pano de prato, dentro de um balde. Aperte bem para retirar todo o excesso de água, jogue a água fora. A polpa deve ficar parecendo uma "farofa" úmida.

Misturar
Coloque essa massa esfarelada em uma bacia. Adicione a cola branca, a farinha de trigo e o vinagre e misture com o garfo muito bem; esses ingredientes devem estar muito bem misturados.

Sovar
Trabalhe a massa com as mãos como se estivesse fazendo pão. Sove por 5 minutos até que ela solte totalmente dos dedos e fique com textura de massa de modelar.

Dicas de mestre para o acabamento

Conservação
Guarde a massa pronta em um saco plástico bem vedado na geladeira por até 1 semana. Se voce colocou água sanitária, ela durará mains tempo na geladeira.

Secagem
Deixe a sua escultura secar à sombra em local ventilado. Dependendo do tamanho, pode demorar de 2 a 5 dias para secar completamente.

Lixamento
Depois de 100% seca, a massa de caixa de ovo aceita lixa perfeitamente. Use uma lixa fina para madeira para deixar a superfície lisa antes de pintar.

Pintura
Sele a peça com uma demão de tinta acrílica branca ou primer para artesanato antes de aplicar as cores finais.

Resumo da Receita
Para fazer o seu papel machê, você vai precisar de 1 a 3 embalagens para ovo, de papelão picadas (dependendo da quantidade de massa que voce quer), hidratadas em água por 12 horas, batidas no liquidificador, bem escorridas e misturadas com 1 xícara de cola branca, 2 colheres de farinha e 1 colher de vinagre.

1 a 3 embalagens de papelão para ovos (picadas, hidratadas, e escorridas)
1 xícara de cola branca 
2 colheres de sopa de farinha de trigo
1 xícara de maizena
1 a 2 colher de vinagre ou clorofina (água sanitária Qboa)
Amassar muito bem e iniciar a modelagem da peça.

Gostou das receitas? Se voce quiser construir peças maiores, podemos experimentar com uma estrutura interna de arame para esculturas grandes ou podemos elaborar ideias de projetos simples para você começar a modelar hoje mesmo em casa!

Objetivo 
Construir duas (2) peças de papel machê (3D) ocas, 
secas, lixadas e pintadas. Valor DEZ.
 
Avaliação ao longo das aulas e das obras secas e acabadas 
ao final do trimestre.



Vídeos complementares com mais receitas

https://youtu.be/_Ef-U6aZEoI?si=YjHxajHfBCraYhsq

1 rolo de papel higiênico
Água morna para tornar o papel em pasta de celulose (despolpação).
100g de cola vinílica branca
100g de maizena®
100g de farinha de trigo
250g de joint compound (massa de rejunte quartzolite) q.s.p.
40g de óleo mineral ou azeite de oliva

(Fonte: mãecriativo)
Massa base, a mãe de todas as massas.

Weatherproof paper mache clay for outdoor sculptures
https://youtu.be/8JzjIZVlSd8?si=HCZn2ZAYsDO11bgR

https://youtu.be/yubVae03Yd0?si=G9Yt6c_QEaP6ui5d




 请注意
qing zhùyì, 
Por favor, preste atenção

1 embalagem de ovos (ou outro papel que você0e tiver)
Picar, hidratar (2 a 3 horas em água, ideal 24h), desagregar, escorrer.
Para dois copos de fibra de papel:
2 copos de cola Vinílica (PVA) misturar muito bem 
(evita que a massa fique grumosa)
2 colheres de sopa de clorofina ou vinagre (conserva evitando mofo)
40g colheres de óleo mineral (elasticidade e suavidade à massa)
Sulfato de cálcio (CaSO4⋅2H2O) ou carbonato de cálcio CaCO3 para dar o ponto desejado de massa para modelar (voce pode substituir por massa de rejunte quartzolit) 



Massa impermeável 

Massa de papel machê impermeável 

1 parte de papel machê liquidificado, espremido
1 parte de farinha de trigo 
1/2 partes de cimento branco estrutural
Tcril impermeabilizante 


OUTRAS RECEITAS

Como fazer papel machê de maneira correta

Nova massa de papel machê - versão super resistente!

(Passo a passo) Como fazer papel machê








OUTRAS RECEITAS

PAPEL MACHÊ COM ROLO DE PAPEL HIGIÊNICO

Para fazer massa de papel machê, pique um rolo de papel higiênico em água, esprema bem o excesso usando um pano limpo e desmanche o papel. Adicione cola branca aos poucos, um pingo de vinagre (para evitar mofo) e farinha de trigo ou gesso até dar o ponto de uma massa de modelar que não grude nas mãos.

Preparo da massa

Pique o papel
Rasgue um rolo de papel higiênico em pedaços bem pequenos dentro de uma bacia com água.

Deixe de molho
Deixe o papel descansar na água por algumas horas ou até amolecer por completo.

Retire a água
Coloque o papel molhado em um pano limpo e espreme com força para remover toda a água.

Misture a cola
Esfarele bem o papel seco e adicione cola branca aos poucos, misturando com as mãos.

Adicione farinha para dar o ponto
Acrescente um pouco de farinha de trigo ou gesso e vinagre, sovando até desgrudar dos dedos.

https://youtu.be/dvaybdtoBZs?si=AuEl_veXf4QWEp2y

https://youtu.be/PCG1mwnUtug?si=ssbmHLOEDBuDWqPD


https://www.youtube.com/watch?v=NqfNddj4lco

https://youtu.be/rYnFqT26lFU?si=iBgzohS8oefDuVlm

https://youtu.be/zlpX-7aWe0M?si=_NEUCBM6Dx0rjhJi


DICAS PARA MODELAGEM E SECAGEM

Modele a peça
Use a massa imediatamente em formas ou crie bonecos e esculturas livremente.

Tempo de secagem
Deixe a peça secar totalmente à sombra em temperatura ambiente. A secagem completa leva um ou dois dias.

Pintura
Depois que estiver completamente dura, lixe a peça com uma lixa fina e pinte sua criação com tintas como tinta acrílica ou guache.


MASSA LISA E RESISTENTE À UMINDADE

Para obter uma massa de papel machê fina, lisa e resistente à umidade, o segredo está na escolha do papel e nos aditivos da mistura. Vamos utilizar o papel higiênico de folha simples (que se dissolve facilmente) e adicionar massa corrida e gesso para garantir o acabamento liso, além de cola de alta resistência.

Ingredientes 

Papel: 1 rolo de papel higiênico neutro (folha simples, sem perfume).
Adesivo: 200 ml de cola branca de alta resistência (tipo PVA extra ou cola vinílica madeira).
Acabamento: 3 colheres de sopa de massa corrida (acrílica ou PVA).
Estrutura: 2 colheres de sopa de gesso em pó.
Conservante: 1 colher de sopa de vinagre branco ou água sanitária.
Resistência: Verniz acrílico ou poliuretano (para a selagem final). (1)


Modo de Preparo

Processar o papel
Pique o papel higiênico em um balde com água morna (ou fria). Deixe amolecer por 20 minutos. Bata a mistura no liquidificador em pequenas porções para criar uma polpa fina. Se não tiver liquidificador a mão, vá desfiando os pedacinhos de papel na água ate que se torne uma massa fina.

Extrair a água 
Coe a polpa usando um pano de prato limpo. Esprema com muita força até que o papel vire uma massa compacta e quase seca. Espalhe e esfarele essa massa seca em uma bacia. (2)

Homogeneizar a massa
Adicione a cola branca, (para cada copo de polpa de papel um copo de cola branca PVA) e com auxilio de um garfo misture muito bem a massa.  Nesse ponto voce pode adicionar a massa corrida (massa de rejunte) e o vinagre. Misture bem com as mãos até formar uma pasta homogênea. (3)

Adicionar o gesso
Acrescente o gesso em pó por último. Sove bem a massa até que ela solte das mãos e pareça uma massa de modelar fina. Use imediatamente, pois o gesso acelera o endurecimento. (4, 5)

Impermeabilização (crucial) 
O papel machê nunca é 100% impermeável por dentro. Após a peça modelada secar completamente (o que leva de 2 a 5 dias), lixe a superfície com uma lixa fina. Aplique duas demãos de verniz poliuretano ou acrílico marítimo antes e depois da pintura decorativa (6). Para torá-lo totalmente impermeável deve-se adicionar na massa algum produto como o Tcryl (Tecryl T-103 é um impermeabilizante polimérico à base de resinas e cimento estrutural. Resiste a pressões de água positivas e negativas, sendo muito usado em piscinas, caixas d'água e reservatórios por ser atóxico. Pode ser adicionado na massa: como aditivo líquido incorporado diretamente na massa de cimento e na argamassa atua para bloquear os poros e evitar a umidade ascendente em paredes e pisos.


P.S.: Principais opções de impermeabilizantes para adicionar à massa
Aditivos hidrófugos líquidos:
Eles repelem a água e fecham os poros capilares do cimento, sem impedir que o material respire. 
Exemplos conhecidos: 
Vedacit Aditivo Impermeabilizante, Sika-1 e tecplus 1 quartzolit.
Uso comum: Em rebocos de áreas molhadas, subsolos, fachadas e assentamentos de blocos. 
Tcryl: é um aditivo líquido incorporado diretamente na massa de cimento e na argamassa atua para bloquear os poros e evitar a umidade ascendente em paredes e pisos.

Aditivos em pó com cristalização ou nanotecnologia:
Misturados ao cimento, geram reações químicas que bloqueiam totalmente os capilares da argamassa.
Exemplos: 
Rebotec e similares à base de minerais ativos.
Uso comum: Em contrapisos, baldrames e argamassas de revestimento. 


VÍDEOS 






MASSA DE PAPEL MACHÊ COZIDA

https://youtu.be/ICZtwuPNBj4?si=8LvSOg9SRIWTxf2Y

https://youtu.be/yME3-X3qnxg?si=vst6BhfZFtENyXwI




Fonte faceb

Fonte faceb 


Fonte






(Publicada em 05/VII/2026)


DO BIDIMENSIONAL AO 3D

INTRODUÇÃO A ESCULTURA Do bidimensional ao tridimensional A transição da superfície plana para o espaço físico é um dos momentos mais fascin...