quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

ARTE ABSTRATA

ARTE ABSTRATA
ABSTRAÇÃO ELEMENTOS DA LINGUAGEM



Abstração é o processo mental de isolar, destacar ou generalizar um conceito, forma ou propriedade de um objeto concreto ou um fenômeno, salientando apenas no que é relevante e desconsiderando o que é considerado características desnecessários. É a capacidade de mover-se do mundo real para as ideias abstratas, comum na filosofia, nas artes, na matemática, na música e na computação etc.

Arte abstrata, ou abstracionismo, é um estilo artístico moderno que não busca representar com fidelidade cenas, objetos ou pessoas da realidade exterior. Surgiu no início do século XX, utiliza formas, cores, linhas e texturas para criar uma composição independente de referências visuais concretas, priorizando a expressão de emoções e ideias.

O abstracionismo surgiu pela primeira vez no início do século XX, por volta de 1906-1907 com Hilma Af Klint, e se expandiu a partir de 1910-1912. O abstracionismo surgiu como uma ruptura com a forma de retratar o mundo físico, focando em formas, cores e linhas independentes. O russo Wassily Wassilyevich Kandinsky (1866-1944) é amplamente considerado um dos pioneiros, com sua primeira aquarela abstrata datada de 1910.


Pioneiros e Obras

Hilma af Klint
A artista sueca Hilma af Klint (26/10/1862 – 21/10/1944) produziu obras abstratas por volta de 1906, e posteriormente Wassily Wassilyevich Kandinsky é creditado como um dos principais pioneiros das pinturas não representacionais por volta de 1910-1912.


Hilma af Klint (26/10/1862 – 21/10/1944)

Contexto
A arte abstrata surgiu em um momento da história de intensas mudanças (pré-Primeira Guerra Mundial), reagindo contra a arte figurativa e acadêmica.

No início do século XX (por volta de 1906-1910) na Europa, fruto de uma ruptura radical com as tradições academicistas e a representação realista
Influenciada pelas vanguardas (cubismo, expressionismo e suprematismo), pela fotografia, que assumiu a função de registrar o real, e por mudanças sociais intensasa abstração focou na subjetividade, na espiritualidade e em elementos puros como cor, forma e linha, tendo Wassily Kandinsky como um dos precursores.








Obras de Hilma Af Klint.

Wassily Wassilyevich Kandinsky
Wassily Wassilyevich Kandinsky, nasceu em Moscou, 16/XII/1866 - Neuilly-sur-Seine, 13/XII/1944), foi um artista plástico russo, professor da Bauhaus e introdutor da abstração no campo das artes visuais. Apesar da origem russa, adquiriu a nacionalidade alemã em 1928 e a francesa em 1939. 
Lecionou arte e arquitetura na tradicional escola de design, Bauhaus, de 1922 até o fechamento desta, ordenado pelos nazistas em 1933. De lá, ele foi para a França, onde viveu até o fim da vida, tornando-se cidadão francês em 1939, produzindo grande parte de sua vasta obra.

Wassily Wassilyevich Kandinsky 
(16/XII/1866 - 13/XII/1944)


Um de seus primeiros trabalho. Munich-Schwabing with the Church of St. Ursula óleo sobre tela (1908).





Wassily Kandinsky. Drawing. 1929.


O contexto de surgimento da Arte Abstrata 

O surgimento da arte abstrata no início do século XX foi possibilitado por uma combinação de: ruptura com os padrões clássicos de representação, influências de vanguardas artísticas anteriores e uma mudança na mentalidade sobre a função da arte. O abstracionismo propôs a criação de uma linguagem visual independente da imitação da natureza, ressaltando as formas, cores, linhas e planos.

I. Ruptura com o Academicismo
Houve uma rejeição aos modelos renascentistas e à necessidade de a arte retratar fielmente a natureza ou a figura humana. 
O que foi o academicismo? O academicismo na arte foi um estilo e método de ensino formalizado pelas academias europeias (sécs. XVII-XIX), focado no rigor técnico, regras clássicas e temas elevados (pintura histórica, mitologias etc...). Caracterizado pelo realismo, composição equilibrada e idealização, opunha-se à liberdade criativa, valorizando o desenho, o estudo de mestres e o modelo vivo.

II. Influência da Fotografia no surgimento da arte abstrata
Com a popularização da fotografia, a pintura foi liberada da função de documentar o real (mimese) (papel que antes cabia a pintura), permitindo aos artistas explorar novas linguagens. Essa liberdade levou aos artistas a explorar o “invisível” ou o subjetivo e interior em vez do exterior.  

A fotografia foi inventada em 1826 pelo francês Joseph Nicéphore Niépce, que realizou o primeiro registro permanente conhecido, chamado “heliografia”. No entanto a popularização desta técnica só ocorreu a partir de 1839, com o anúncio do daguerreótipo por Louis Mandé Daguerre, considerado o marco oficial da invenção. A popularização da fotografia a partir de sua invenção e longo do século XIX, a pintura foi gradualmente liberada de sua função milenar de documentar o real, a mimese. Se antes a tela era o principal meio para registrar eventos, retratar personalidades ou representar a natureza, a câmera fotográfica assumiu esse papel com uma precisão e agilidade até então inimagináveis. Essa ruptura não foi apenas técnica, mas profundamente conceitual: ao perder o “monopólio” da representação do visível, os artistas foram impelidos a explorar novas linguagens, voltando-se para o que antes parecia intangível, o subjetivo, o espiritual, o invisível.
A fotografia, no entanto, não se limitou a substituir a pintura em suas funções documentais. Ela própria tornou-se uma ferramenta de exploração artística que expandiu os limites da percepção. Com os avanços das câmeras e dos processos químicos, o fotógrafo deixou de ser um mero operador técnico para se tornar um intérprete da realidade. Através de escolhas como enquadramentos inusitados, longas exposições, dupla exposição ou foco seletivo, a fotografia passou a produzir imagens que não apenas registravam o mundo, mas o transformavam.
Essa nova capacidade de “ver através da máquina” teve um impacto direto sobre os pintores que viriam a fundar a abstração. Podemos citar alguns exemplos marcantes dessa influência:

1. As séries de Claude Monet e as fotografias de paisagem. 
Embora Monet seja frequentemente associado ao Impressionismo, suas séries como “Nymphéas” ou a “Catedral de Rouen” mostram uma dissolução da forma que beira a abstração. A popularidade das fotografias de paisagem e estudos de luz na época incentivou Monet a não buscar o retrato fiel do motivo, mas sim a captar as variações atmosféricas e de luminosidade, fragmentando a imagem em pinceladas que existem quase como entidades autônomas na tela.

2. Os fotogramas de Man Ray e a “rayografia”
Man Rey foi um artista ligado ao Dadaísmo e à fotografia. Esse artista criou imagens abstratas sem usar câmera. Colocava objetos diretamente sobre o papel fotossensível e os expunha à luz. O resultado era uma silhueta fantasmagórica, uma “escrita de luz” que revelava as formas sem descrevê-las realisticamente. Essa técnica influenciou pintores ao demonstrar que a arte poderia nascer do contato direto e abstrato com a matéria, e não da imitação do mundo.

3. As experiências de movimento de Giacomo Balla e a cronofotografia
O fotógrafo Eadweard Muybridge e os estudos cronofotográficos de Étienne-Jules Marey, que decompunham o movimento em sequências, tiveram um impacto profundo nos futuristas. O pintor italiano Giacomo Balla, em obras como “Dinamismo de um cão na coleira” (1912), tentou sintetizar na tela essa sobreposição de instantes capturados pela fotografia. Ao multiplicar as patas do animal e os pés da mulher, Balla criou uma imagem que não existe no olho humano, mas é gerada pela lógica da máquina, aproximando a pintura de uma representação abstrata do tempo e do movimento.

4. As ampliações de detalhes da natureza de Karl Blossfeldt
Karol Blossfeldt, fotógrafo alemão que, no início do século XX, fotografou plantas e sementes em ampliações extremas, revelando estruturas geométricas e arquitetônicas que o olho nu não percebia. Essas imagens, publicadas em livros como “Formas Originais da Arte”, serviram de inspiração para artistas abstratos, mostrando que a própria natureza, quando vista fora de escala, já continha padrões abstratos e designs puramente formais. Portanto, embora a fotografia tenha uma natureza indexical, um registro da luz que efetivamente tocou objetos reais, ela ensinou os artistas a desconfiarem da aparência superficial do mundo. Ao mostrar que a realidade podia ser fragmentada, ampliada, congelada ou distorcida, a fotografia deu aos pintores a coragem necessária para abandonar de vez a figuração. A arte não precisava mais “registrar” a época; ela podia, finalmente, explorar o interior do artista e a própria essência das formas, cores e ritmos, pavimentando o caminho para a abstração.

III. Evolução das Vanguardas Europeias
Movimentos como o Fauvismo, suprematismo, cubismo, orfismo, e o Expressionismo trouxeram o uso expressivo e subjetivo da cor em detrimento da representação mimético do mundo. Artistas como Cézanne, Van Gogh e Gauguin começaram a valorizar mais a cor e a forma do que a representação fiel, abrindo caminho para a abstração. O cubismo, ao fragmentar objetos e apresentar a figura sob diferentes perspectivas no mesmo plano, e o expressionismo, com o destaque na emoção, foram passos fundamentais para a desconstrução da figura.

IV. Influência da Música e movimentos teosóficos
Uma busca por uma espiritualidade e o exemplo da Música. Wassily Kandinsky, um dos precursores, percebeu que a arte poderia agir como a música instrumental: despertar emoções sem precisar representar nada concreto. Ao ver uma de suas próprias pinturas de cabeça para baixo, ele percebeu que a forma e a cor podiam ter força por si mesmas. Assim, a arte abstrata concentrou-se na busca pela espiritualidade e subjetividade em meio a um mundo em rápida transformação. 
A arte abstrata, então, buscou comunicar emoções, o inconsciente e o mundo psicológico interior, recebendo também influência dos movimentos teosóficos e pela busca da essência. (movimentos teosóficos. Os movimentos teosóficos constituem correntes de pensamento filosófico, esotérico e espiritualista que surgiram no final do século XIX, tendo como principal objetivo a busca pela “sabedoria divina” (do grego, theos, θεός, deus, e sophia, Σοφία, sabedoria). Eles combinam elementos do misticismo oriental (hinduísmo e budismo), esoterismo ocidental (neoplatonismo, gnosticismo) e filosofia, com o propósito de explorar os mistérios da natureza e os poderes ocultos do ser humano. Artistas como Hilma af Klint, Wassily Kandinsky e Piet Mondrian buscavam, através da abstração, conectar-se com planos espirituais ou ordens geométricas universais, distanciando-se do mundo material. 

V. Reação ao Racionalismo Industrial
O abstracionismo informal surgiu como uma reação ao tecnicismo e à precisão da civilização tecnológica industrial, buscando no interior do artista (subconsciente) uma nova linguagem poética.

VI. Novas Descobertas Científicas e Psicológicas
O estudo da psique humana (Sigmund Freud) e a quebra de paradigmas na física (como a teoria da relatividade Albert Einstein) influenciaram artistas a pensar que a realidade não é apenas o que vemos, permitindo interpretações não figurativas da vida e do ser humano.

VII. A “Arte pela Arte”
O declínio do mecenato tradicional permitiu que os artistas enfatizassem a expressão individual pura, em vez de encomendas utilitárias ou religiosas.
O marco inicial é geralmente atribuído à “Primeira Aquarela Abstrata” de Wassily Kandinsky (1910). Outros pioneiros incluem Piet Mondrian (abstração geométrica) e Kazimir Malevich.

Principais Vertentes do abstracionismo 

Dividiu-se inicialmente entre o abstracionismo lírico/expressivo (focado em emoções, com Wassily Kandinsky) e o abstracionismo geométrico (focado na matemática e razão, com Piet Mondrian e Kazimir Malevich).

A arte abstrata consolidou-se, portanto, como uma forma de libertar a arte do “consumo fácil” de imagens realistas, propondo uma experiência sensorial e reflexiva.


Arte abstrata ou abstracionismo no Brasil

O movimento ganhou força trinta anos mais tarde, com marcos na década de 1940 e a primeira Bienal de São Paulo em 1951.

A arte abstrata iniciou no Brasil no final da década de 1940, consolidando-se no início dos anos 1950, com o rompimento do figurativismo acadêmico. Experiências pioneiras ocorreram por volta de 1948/1949, mas foi a I Bienal de São Paulo (1951) que impulsionou o movimento, destacando artistas como Abraham Palatnik, Manabu Mabe e Luiz Sacilotto. 

Principais pontos sobre o início da abstração brasileira

Pioneirismo (década de 1940)
Artistas como Roberto de La Rocque (1948) e experiências isoladas de Ruy Meira e Cícero Dias antecederam a consagração do estilo.

O Marco de 1951
A I Bienal de São Paulo foi crucial para apresentar o concretismo e a arte abstrata ao público, com forte influência da geometria.

Grupos e Movimentos
O movimento concretista ganhou força com o grupo Ruptura (São Paulo) e o Frente (Rio de Janeiro), surgidos logo após a Bienal, focando na abstração geométrica e, posteriormente, no neoconcretismo.

Grandes Nomes
Além dos pioneiros, destacaram-se Lygia Clark, Hélio Oiticica, Geraldo de Barros e Tomie Ohtake























Adendo


Ícone, índice e símbolo são tipos de signos na semiótica, diferenciados pela relação com seu objeto: o ícone tem semelhança (foto), o índice tem conexão física ou causal (fumaça indica fogo), e o símbolo tem relação arbitrária e culturalmente aprendida (palavras, bandeiras). Um signo é qualquer coisa que representa outra, mas a forma dessa representação muda entre essas categorias.

Ícone (Semelhança)
Relação: 
Similaridade visual ou física com o objeto representado.
Exemplos: 
Uma fotografia, um desenho de uma árvore, um emoji de rosto, um ícone de microfone.

Índice (Indício/Causalidade)
Relação:
Conexão direta, existencial, de causa e efeito ou contiguidade (estar perto).
Exemplos:
Pegadas na areia (indicam alguém passou), fumaça (indica fogo), sintomas de uma doença, uma seta apontando.

Símbolo (Convenção/Arbitrariedade)
Relação:
Arbitrária, baseada em acordo social, cultural ou aprendizado, sem conexão natural com o objeto.
Exemplos:
Palavras, letras do alfabeto, números, a cruz cristã, o "homem verde" no semáforo, o símbolo de "sem áudio".

Resumo das Diferenças
Ícone: "Parece com".
Índice: "Aponta para" ou "é um efeito de".
Símbolo: "Significa por convenção".


Mimese
Mimese (do grego μίμησις, mímesis, imitação) é um conceito filosófico e artístico que define a representação, imitação ou reprodução da natureza, ações humanas e da realidade pela arte. Originado na Grécia Antiga, o termo aborda como artistas (poetas, pintores, atores) recriam o mundo, não apenas copiando, mas interpretando a realidade. Aristóteles (A Poética): Via a mimese como uma forma de representação das ações humanas, essencial para o aprendizado e prazer estético. Não é uma réplica exata, mas uma recriação artística que pode ser superior à realidade factual.
Platão: Considerava a mimese como "cópia da cópia", uma imitação imperfeita dos objetos sensíveis, que por sua vez já seriam cópias das Ideias perfeitas, distanciando o homem da verdade.
Aplicação: 
Aplica-se às artes visuais (pintura), literatura, teatro e comportamento, onde a "mímesis poética" é a base da narrativa. O termo também pode se referir ao mimetismo (biológico ou comportamental), como na imitação de sons, gestos ou vozes.

A mimese (do grego mímesis) é um conceito fundamental na estética e teoria da arte, frequentemente traduzido como "imitação", mas com nuances que variam entre a reprodução fiel (imitação) e o desejo de superação (emulação). Embora Platão e Aristóteles tenham explorado esse conceito, os significados evoluíram ao longo da história da arte e da literatura.

1. Mimese como Imitação (Imitatio)
No sentido de imitação, a mimese prioriza a representação, reprodução ou verossimilhança de um modelo, seja ele a natureza, um objeto ou uma ação humana. (Verossimilhança: atributo daquilo que parece intuitivamente verdadeiro, isto é, o que é atribuído a uma realidade portadora de uma aparência ou de uma probabilidade de verdade, fidedignidade).
 
Significado: 
É a tentativa de criar uma réplica ou uma representação de algo que já existe no mundo real ou na mente. Não se trata de uma cópia idêntica, mas de uma "cópia criativa" que busca captar a essência da coisa.

Platão 
Platão via a mimese como uma cópia da cópia (cópia da realidade sensível, que já é cópia do mundo das ideias), tornando a arte um afastamento da verdade e, portanto, inferior ao conhecimento do mundo das ideias.

Aristóteles
Aristóteles via de forma mais positiva, como uma "imitação da natureza" ou das ações humanas que traz conhecimento e prazer, permitindo que o artista represente o "possível ou provável" em vez de apenas o real.

Objetivo: 
Captar a essência, a forma ou a beleza do modelo.


2. Mimese como Emulação (Aemulatio)
Este sentido é mais ativo e competitivo. A mimese como emulação refere-se ao ato de imitar um mestre ou um modelo exemplar com o objetivo de superá-lo.

Significado 
É o "desejo de apreender" e seguir um modelo nobre, não para replicá-lo exatamente, mas para absorver suas qualidades e criar algo novo e, se possível, superior (uma "imitação criativa" ou "rivalidade").

Contexto 
Comum na tradição humanista e renascentista, onde artistas e escritores tentavam imitar os clássicos gregos e romanos, mas com a intenção de superá-los em técnica e expressão (aemulatio).

Objetivo 
Aprender com o mestre, honrá-lo, e ao mesmo tempo estabelecer a sua própria excelência através da superação.


2. FOTOGRAFIA

A fotografia não mimetiza o real de forma passiva ou absoluta; em vez disso, ela é uma representação interpretada da realidade, construída através de escolhas técnicas e subjetivas. Embora a fotografia tenha uma natureza indexical (um registro de luz que passou por objetos reais), ela transforma o real em imagem.

Aqui estão os pontos principais sobre a relação entre fotografia e realidade:

1. Representação, Não a Realidade em SiInterpretação: 
A fotografia é um ponto de vista, um recorte espacial e temporal que o fotógrafo escolhe, não a cena real completa.
Manipulação: Desde o enquadramento, ângulo, exposição e foco, até a edição final, a imagem é moldada para transmitir uma mensagem específica, podendo distorcer a realidade.
O conceito de "Fazer": Como Ansel Adams disse, "tu não tiras fotografias, tu fazes fotografias" — indicando um processo criativo e não meramente documental.

2. A Ilusão de RealismoFotorrealismo: 
A fotografia pode produzir imagens tão detalhadas que parecem a realidade, mas isso é uma técnica de representação, não a realidade.
Natureza Codificada: No século XX, a fotografia passou a ser vista menos como uma transparência da realidade e mais como uma transformação "eminentemente codificada" técnica e culturalmente.
A "Verdade" Questionada: Mesmo fotos documentais ou de notícias podem carregar manipulações deliberadas ou interpretações, desafiando a noção de verdade absoluta.

3. Fotografia vs. EspelhoEspelho: 
Mostra uma versão invertida da realidade, que nosso cérebro reconhece como habitual.
Câmera: Mostra a aparência sem inversão, frequentemente causando estranhamento por revelar detalhes que ignoramos no dia a dia, sendo uma "outra" visão do real.

4. A Fotografia como ConstruçãoCriação de Realidade: 
Algumas perspectivas argumentam que a fotografia não captura, mas cria uma realidade própria, especialmente na era digital e com o uso de inteligência artificial.
Subjetividade: O fotógrafo decide o que incluir e o que excluir, tornando a foto um testemunho da visão do autor tanto quanto do objeto.
Em resumo, a fotografia é uma ferramenta poderosa que navega entre a realidade e a ficção, servindo como registro, mas sempre filtrada pelo olhar do fotógrafo e pelas limitações da câmera.
























































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