6º ANO - III TRI
DESCONSTRUINDO A MATÉRIA:
A SEGUNDA CHANCE DAS COISAS ESQUECIDAS
ARTE E RECICLAGEM
"Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma".
Lei da conservação da massa enunciada por Antoine-Laurent de Lavoisier (1743-1794)
[...] ao dar vida a uma forma, o artista torna-a acessível às infinitas interpretações possíveis. Possíveis, frisamos bem, porque "a obra vive apenas nas interpretações que dela se fazem"; e infinita não só pela característica de fecundidade própria da forma, mas porque perante ela se coloca a infinidade das personalidades interpretantes, cada uma delas com seu modo de ver, de pensar, de ser. (Eco, 2006)
Que alegria receber você na nossa sala de arte. Pegue o seu lugar, porque hoje vamos transformar o que muita gente chama de "lixo" em pura poesia visual, vamos desconstruir para construir e assim, dar uma segunda chance para as coisas esquecidas. Com meus 28 anos de chão de escola, garanto: o sexto ano tem a energia perfeita para essa transformação!
A intersecção entre arte e reciclagem é uma das mais potentes ferramentas de crítica social e do despertar criativo na contemporaneidade. A prática de reinserir o descarte no circuito estético não visa apenas mitigar danos ecológicos, mas principalmente operar o que o filósofo alemão Theodor Adorno chamou de emancipação da percepção crítica, forçando-nos a encarar os dejetos da sociedade de consumo. No cenário nacional, artistas expoentes como Vik Muniz e Arthur Bispo do Rosário ilustram perfeitamente essa transmutação: o primeiro recria retratos humanos monumentais utilizando toneladas de resíduos de aterros sanitários, enquanto o segundo, a partir do confinamento asilar (internou-se em um manicômio por toda a vida), desfiou uniformes velhos e organizou sucatas cotidianas para catalogar o próprio universo. Sob a perspectiva da Filosofia da Arte, essa operação estética subverte o conceito tradicional de beleza burguesa e aproxima-se das reflexões de Walter Benjamin sobre a reconfiguração dos objetos e a perda da aura na era reprodutibilidade técnica, gerando uma autêntica "poética do fragmento, do descartado, do esquecido e do silenciado". Ao coletar o que foi marginalizado e reclassificá-lo como suporte artístico, o criador devolve dignidade àquilo que foi despido de utilidade mercantil, promovendo o fenômeno do upcycling, onde o lixo ganha valor simbólico e conceitual superior à sua matéria original. Essa transformação não é puramente técnica, mas um ato pedagógico e político que converte detritos em discursos urgentes de conscientização socioambiental e alteridade.
O upcycling é o processo de transformar materiais ou produtos que seriam descartados em novos itens com maior valor, utilidade ou beleza. A técnica dá um novo propósito a algo antigo sem destruir a matéria-prima original.
Plano de Aula
O Milagre da Arte: Transformando o descartável em luxo inesquecível, uma segunda chance para a matéria esquecida
Público-alvo: 6º Ano do Ensino Fundamental
Duração: 6 aulas de 45 minutos cada
Tema: Arte e Reciclagem
Objetivo: Despertar o olhar estético para os materiais do cotidiano, compreender a importância da sustentabilidade e experimentar a criação artística tridimensional.
1. O desafio dos oLhos mágicos (acolhimento e introdução)
Bom dia, turma! Antes de sentarem, quero que olhem para esta caixa no centro da sala. O que tem dentro? Tampinhas, rolos de papel higiênico, garrafas amassadas e caixas de papelão. Para a maioria das pessoas, isso é lixo. Mas hoje, nós vamos ativar os nossos "Olhos Mágicos de Artista".
Um artista não vê apenas o que o objeto é, ele vê o que o objeto pode se tornar. Reciclar na arte não é só colar feijão no papel; é dar uma segunda chance para o mundo respirar através da beleza.
2. Galeria de Gigantes: Quem já fez isso no mundo real? (Teoria Lúdica)
Vamos viajar no tempo e no espaço para conhecer três artistas incríveis que transformaram o descarte em patrimônio cultural:
Vik Muniz (O mágico das imagens)
Ele é um artista brasileiro superfamoso no mundo inteiro. Vik foi até o maior aterro sanitário da América Latina (o Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro) e recolheu toneladas de materiais recicláveis (plásticos, latas, autopeças). Ele desenhou retratos gigantes dos próprios catadores no chão de um galpão e preencheu os espaços com esse material. Depois, fotografou tudo do alto. Fica parecendo uma pintura perfeita! Ele provou que até o que foi rejeitado pode virar a arte mais cara e bonita do museu.
Arthur Bispo do Rosário (O colecionador de universos)
Um artista brasileiro que viveu muito tempo em um hospital. Ele recolhia tudo o que encontrava: canecas de metal amassadas, botões velhos, linhas de uniformes desfiados. Com isso, ele bordou mantos e construiu miniaturas de barcos e vitrines. Ele mostra que a arte nasce da nossa necessidade de contar histórias, usando o que estiver ao alcance das mãos.
Bordalo II (O defensor dos animais)
Este artista português usa o lixo urbano de forma genial. Ele recolhe para-choques de carros quebrados, pneus velhos, lixeiras de plástico destruídas e redes de pesca. Ele prende tudo nas paredes das cidades e pinta por cima, criando esculturas gigantes de animais (como sapos, raposas e aves). O recado dele é claro: o lixo que nós jogamos fora está destruindo os animais, então ele usa o próprio lixo para trazê-los de volta à vida.
3. Debate relâmpago: O que vai para o lixo?
Se os artistas conseguem fazer isso, qual é o nosso papel? O plástico demora mais de 400 anos para se decompor. Quando criamos arte com ele, nós o retiramos da natureza e o transformamos em uma mensagem eterna.
4. Apresentação dos experimentos práticos (Mão na Massa)
Agora que os olhos mágicos estão ativados, vou apresentar 5 Experimentos Artísticos que vocês podem testar em casa ou nas nossas próximas aulas de ateliê.
5. Encerramento e reflexão
Quem aqui olhará para uma tampinha de garrafa da mesma forma hoje na hora do almoço? Lembrem-se: o verdadeiro artista não precisa de materiais caros, precisa de ideias ricas.
SEIS EXPERIMENTOS PRÁTICOS POÉTICOS
Apresento seis propostas lúdicas, seguras e de alto impacto visual para desenvolvermos. Vamos iniciar pelo papel machê.
Experimento 1: Fazendo papel machê
Materiais base (a massa)
Papel: usaremos inicialmente papel higiênico, depois jornal, papel neutro ou caixas de papelão e embalagens de ovos.
Água morna: acelera a desintegração das fibras do papel.
Cola branca (PVA): garante a liga e a resistência após a secagem.
Farinha de trigo ou gesso: serve para dar corpo e textura à massa.
Vinagre branco: poucas gotas evitam o mofo durante a secagem.
Ferramentas de preparo e modelagem
Balde plástico: essencial para deixar o papel de molho.
Liquidificador ou mixer: opcional, mas agiliza a trituração das fibras.
Peneira fina ou pano velho: serve para escorrer o excesso de água.
Bacia grande: para misturar o papel escorrido com a cola.
Espátulas de plástico: auxiliam na modelagem dos detalhes.
Óleo de cozinha ou vaselina: para untar moldes e evitar que a massa grude.
Estrutura de Suporte (Armadura)Arame galvanizado: ideal para criar o "esqueleto" de esculturas altas.
Fita crepe: fixa os elementos da estrutura decorativa.
Papel alumínio ou garrafas PET: preenchem volumes grandes e economizam massa.
Acabamento e Pintura
Lixa fina para madeira: nivela imperfeições após a secagem completa.
Tinta acrílica ou guache: confere cor e excelente cobertura à peça.
Verniz acrílico (fosco ou brilhante): sela e protege o trabalho contra umidade.
Obras feitas com papel machê
Obras feitas com papel machê
Obras feitas com papel machê
Obras feitas com papel machê
Experimento 2: "Monstros de Plástico à la Bordalo" (Escultura de Parede)
Material: Embalagens plásticas coloridas de xampu, amaciante ou detergente (vazias e lavadas), tampinhas, cola quente (com supervisão) ou fita dupla face grossa, e um pedaço de papelão rígido para a base.
Como fazer: O aluno deve cortar as embalagens de plástico macio com tesoura sem ponta em formatos de olhos, dentes, asas ou escamas. No papelão, eles montam o relevo de um animal ou monstro colando as peças plásticas umas sobre as outras. O relevo deve saltar da base, imitando as texturas de Bordalo II (Bordalo Segundo).
Bordalo II é o nome artístico de Artur Bordalo, um artista plástico e grafiteiro português nascido em Lisboa em 1987. Ele é famoso mundialmente por criar esculturas gigantes de animais em paredes e ruas usando lixo e materiais reciclados. Suas obras criticam o consumo excessivo e alertam sobre a poluição. Família: Neto do famoso pintor Real Bordalo (Artur Real Chaves Bordalo da Silva). Estilo: Arte urbana e esculturas tridimensionais em grande escala. Materiais: Usa lixo urbano, plásticos velhos, para-choques de carros, eletrodomésticos quebrados e metais descartados. A mensagem: mostra, através de suas obras, que o lixo destrói a natureza. Por isso, ele retrata animais usando os próprios resíduos que os ameaçam. Origem do nome: O "II" (Segundo) é uma homenagem ao seu avô pintor, de quem herdou o gosto pelas artes.
Obra de rua do artista portugês Bordalo II.
Obra de rua do artista portugês Bordalo II.
Arthur Bordalo.
Arthur Bordalo II. Plástico Mero. Funchal.
Experimento 3: "Mosaico de Micro-Lixo" (Inspirado em Vik Muniz)
Material: Papelão colhido de caixas de supermercado, lápis, cola branca e pequenos resíduos secos colhidos em casa (apontamentos de lápis, pedacinhos de papéis de bala, botões velhos, fechos de pão de forma, pedaços de barbante).
Como fazer: O aluno desenha a silhueta do seu próprio rosto ou de um objeto simples (como uma chave ou uma caneca) no papelão. Depois, preenche as áreas do desenho separando os materiais por cores ou texturas. O desafio é não deixar nenhum espaço em branco, cobrindo o desenho inteiramente com os pequenos resíduos.
Vik Muniz
Vicente José de Oliveira Muniz, Vik Muniz, é um renomado artista plástico e fotógrafo brasileiro nascido em São Paulo em 1961. Ele é mundialmente famoso por criar imagens complexas e releituras de clássicos da arte usando materiais inusitados e perecíveis, como açúcar, chocolate, lixo, diamantes e poeira. Materiais Inusitados: Ficou conhecido por séries como Crianças de Açúcar (1996) e por usar produtos cotidianos para enganar a percepção visual do público. Reconhecimento global: Suas obras integram os acervos de grandes museus internacionais e ele já representou o Brasil na Bienal de Veneza. Lixo Extraordinário (2010): Documentário indicado ao Oscar que acompanha seu famoso projeto artístico com catadores de materiais recicláveis no antigo aterro de Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro.
Obra de Vik Muiniz
Obra de Vik Muiniz
Experimento 4: "Vitrais de Luz" (Instalação e transparência)
Material: Garrafas PET transparentes ou coloridas, canetas hidrográficas permanentes (retroprojetor), tesoura sem ponta e fio de nylon.
Como fazer: Os alunos recortam a garrafa PET em anéis ou em formatos de folhas e flores. Com as canetas coloridas, pintam padrões geométricos ou orgânicos no plástico transparente. Penduradas por fios de nylon na janela da sala de aula, as peças criam um efeito de vitral quando a luz do sol passa por elas, projetando cores no chão.
Experimento 5: "Arqueologia do cotidiano" (As caixas de Bispo do Rosário)
Material: Uma caixa de sapatos vazia, tinta guache para pintar o exterior da caixa e pequenos objetos afetivos ou descartados (chaves velhas, brinquedos quebrados, embalagens vazias de remédio, tampas de caneta).
Como fazer: O aluno deve organizar o interior da caixa colando os objetos de forma simétrica ou narrativa, criando uma espécie de "museu em miniatura" das coisas que as pessoas costumam perder ou descartar. É um exercício de organização espacial e memória.
Arthur Bispo do Rosário (1909–1989) foi um importante artista plástico e marinheiro brasileiro. Diagnosticado com esquizofrenia, ele passou cerca de 50 anos internado em instituições psiquiátricas, principalmente na Colônia Juliano Moreira, no Rio de Janeiro, onde criou uma vasta obra feita de objetos cotidianos, sucatas e bordados. Vida e Trajetória: nasceu em Japaratuba, Sergipe. Juventude: Serviu à Marinha de Guerra e foi pugilista. Delírio místico: Em 1938, teve uma visão em que foi visitado por anjos e passou a se ver como o enviado encarregado de julgar os vivos e os mortos. Internação: Após se apresentar a um mosteiro, foi encaminhado para o sistema manicomial, onde permaneceu a maior parte da vida. Bispo não se considerava um artista; ele achava que sua criação era um inventário de todas as coisas do mundo que ele apresentaria a Deus no Dia do Juízo Final. Materiais: Usava fios desfiados de uniformes e lençóis da instituição, além de sucatas e objetos achados. Trabalhos marcantes: Produziu mantos, estandartes, esculturas e faixas bordadas com listas de nomes, palavras, caixas com coleções de objetos relacionados e mapas mentais do mundo terreno.
Obra de Bispo do Rosário
Obra de Bispo do Rosário
Obra de Bispo do Rosário
Obra de Bispo do Rosário
Experimento 6: "Totens da natureza urbana" (brinquedos de estrutura)
Material: Rolos de papel higiênico ou de papel toalha, caixas de fósforo, fita crepe e tinta guache.
Como fazer: Usando os rolos e caixas como blocos de construção arquitetônica, os alunos criam figuras antropomórficas (robôs, guardiões da floresta ou animais futuristas) encaixando e colando as estruturas. Depois de montada a escultura tridimensional, eles usam a pintura para unificar o material e dar detalhes à expressão do personagem.
Documentários
Waste land. Vik Muniz
Vik Muiniz - Example - Film talk - Episode 150 - WASTE LAND
I. RECICLANDO PAPEL
Vejo o papel não como uma simples folha, mas como um testemunho do tempo. O processo básico não mudou quase nada em dois milênios: separamos as fibras vegetais, suspendemos essas fibras em água e as recolhemos em uma peneira fina.
A seguir, apresento o contraste entre o método histórico europeu (focado em trapos de tecido) e a nossa prática sustentável contemporânea com papel reciclado.
Método Histórico (Século XIV ao XVIII)
No passado, o papel nobre não era feito de madeira, mas sim de trapos velhos de algodão, linho e cânhamo.
Equipamentos Necessários
Moinho de pilões: Martelos pesados movidos a água para esmagar o tecido.
Tina: Um grande tanque de madeira para a polpa.
Forma e Contra-forma: Moldura de madeira com uma tela de fios de latão e uma moldura removível (deckle) para reter a polpa.
Feltros de lã: Pedaços de tecido para intercalar as folhas úmidas.
Prensa de parafuso: Prensa manual pesada de madeira.
Passo a Passo
Coleta e Seleção: Os "trapeiros" recolhiam tecidos velhos. Botões e costuras grossas eram removidos manualmente.
Apuração e Podridão: Os trapos eram umedecidos e deixados em pilhas por semanas para fermentar. Isso amaciava as fibras e facilitava a trituração.
Refino: Os trapos fermentados iam para o moinho de pilões hidráulicos, sendo batidos por dias até virarem uma pasta fina de fibra líquida.
Pesagem (Moldagem): A pasta era jogada na tina com água morna. O mestre papeleiro mergulhava a forma verticalmente, girava-a horizontalmente e a trazia para a superfície, agitando-a para entrelaçar as fibras enquanto a água escorria.
Deitagem (Couching): O "deitador" pegava a forma e pressionava a folha úmida contra um feltro de lã.
Prensagem: Uma pilha de folhas e feltros (chamada de posto) era levada à prensa mecânica para expulsar a maior parte da água.
Secagem: As folhas eram penduradas em cordas feitas de crina de cavalo no sótão do moinho.
Colagem: Para o papel não absorver a tinta como um mata-borrão, ele era mergulhado em uma gelatina feita de restos de couro de animais e seco novamente.
Método atual (reciclagem artesanal)
Hoje, adaptamos essa tradição para a preservação ambiental, transformando resíduos de papel de escritório, jornais ou caixas de ovos em novas folhas texturizadas.
Equipamentos Necessários
Liquidificador industrial ou doméstico: Substitui o moinho de pilões.
Tina plástica: Substitui o tanque de madeira.
Forma artesanal: Moldura de madeira com tela de nylon (tipo mosquiteiro).
Tecidos absorventes: Feltros modernos, panos de prato ou feltro agulhado.
Prensa manual: Pode ser adaptada com tábuas de madeira e pesos pesados (ou sargentos de marceneiro).
Passo a Passo
Coleta e Triagem: Separe papéis usados (evite os plastificados ou térmicos de cupom fiscal).
Fragmentação: Rasgue o papel manualmente em pedaços pequenos de aproximadamente 2 cm.
Maceragem: Deixe os pedaços de molho em água por pelo menos 12 horas para amolecer a fibra de celulose e soltar as colas industriais.
Trituração: Bata o papel hidratado no liquidificador com bastante água por 30 a 60 segundos até obter uma polpa homogênea (sem pedaços visíveis).
Preparação da Tina: Despeje a polpa na tina plástica cheia de água limpa. Misture bem com as mãos. A densidade da mistura ditará a gramatura (espessura) do papel.
Formação da Folha: Mergulhe a forma com o caixilho na tina em um ângulo de 45 graus. Traga-a para a superfície na horizontal. Agite levemente para os lados enquanto a água drena.
Transferência (Couching): Remova o caixilho superior. Vire a forma rapidamente sobre um tecido absorvente úmido e pressione as costas da tela com uma esponja para puxar o excesso de água. Remova a tela com cuidado.
Prensagem e Secagem: Monte uma pilha intercalando tecidos e folhas de papel. Pressione com as tábuas e os pesos para extrair o excesso de água. Retire as folhas úmidas e estenda-as no varal ou em superfícies lisas (como vidro) até secarem completamente.
II. LYGIA CLARK
Lygia desejava que suas obras escapassem das categorias definíveis. Nos anos 1960, a artista passou a criar os “Objetos Sensoriais, 1966-1968”; e para isso, utilizou materiais do cotidiano como: água, conchas, borracha e sementes, outra característica das obras da artista se dava pela utilização de objetos tridimensionais. E desse modo, redimensionou o campo de ação artística num percurso antes inimaginável, rompendo com os limites estabelecidos e ultrapassando as fronteiras impostas pela tradição artística como podemos perceber pela figura abaixo.
Lygia Clark. Estruturas de Caixa de Fósforos, 1964.
(Fonte: Leal, 2021)
Fonte
BERNARDES, L. Arte e Meio Ambiente: Práticas pedagógicas para o Ensino Fundamental. São Paulo: Editora Mediação, 2018.
BORDALO II. Bordalo II: Real Waste Modern Art. Lisboa: Estúdio Bordalo, 2019. (Catálogo oficial de obras do artista).
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Área de Linguagens: Arte. Brasília: Ministério da Educação, 2018.
ECO, Umberto. A definição da arte. Lisboa: Edições 70, 2006.
HIDALGO, Luciana. Arthur Bispo do Rosário: O Senhor do Labirinto. Rio de Janeiro: Rocco, 1996.
MUNIZ, Vik. Vik Muniz: Obra Completa 1987-2015. Rio de Janeiro: Capivara, 2015.
WASTE LAND (Lixo Extraordinário). Direção: Lucy Walker, João Jardim, Karen Harley. Produção: O2 Filmes. Documentário, 2010 (99 min).
ADORNO, Theodor W. Teoria Estética. Lisboa: Edições 70, 1970.
BENJAMIN, Walter. A Obra de Arte na Era de Sua Reprodutibilidade Técnica. In: Magia e Técnica, Arte e Política: Ensaios sobre Literatura e História da Cultura. São Paulo: Brasiliense, 2012.
LEAL, Lindomar Alencar. Arte e reciclagem: reflexões sobre a ressignificação de materiais descartados. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Artes Visuais). Universidade de Brasília (UnB), Brasília, 2021.
MACHADO, Maria Clara Tomaz; MORAES, Priscylla Leite de. Lixo extraordinário: a arte de criar, reciclar e representar. Revista do Centro de Documentação e Pesquisa Histórica (CDHIS), v. 27, n. 1, 2014.
https://seer.ufu.br/index.php/cdhis/article/view/28615/16640
















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