quarta-feira, 1 de julho de 2026

PIGMENTOS E TINTAS

HISTÓRIA DA TINTA: PIGMENTOS



Não te demores nas ondas 
Que se quebram a teus pés; enquanto 
Estiverem na água, novas ondas 
Se quebrarão neles ... 

“Em cada época, é preciso arrancar a tradição ao conformismo, que quer apoderar-se dela”. 
 Walter Benjamin 

“O que te falo nunca é o que eu te falo e sim outra coisa”. 
Clarice Lispector


Pigmentos (WP)

De todos os fenômenos físicos que se manifestam em nosso planeta, provavelmente aquele que exerce maior fascínio nos seres humanos é o da composição da luz. A luz visível permite que arte e ciência, dois universos muito distintos, se aproximem, graças a sua composição colorida. Graças a cor.

Observando o mundo que nos rodeia, podemos perceber uma infinidade de cores, geradoras de sensações e emoções. Através dos tempos, o homem sempre se sentiu atraído por elas e fez das cores uma expressão essencial de seu próprio universo. Determinadas cores têm significados específicos na cultura ocidental e em culturas distintas esses significados podem variar.

Estima-se que as primeiras expressões artísticas coloridas ainda que sem autonomia, pois ligadas a ritos religiosos e crenças, foram as pinturas e desenhos em cavernas datadas de 50.000 anos e desenhos corporais. Estudos arqueológicos descobriram inscrições rupestres em cavernas rochosas que foram datados de antes da última Era Glacial que ocorreu há cerca de 110 mil a 10 mil anos, durante o Pleistoceno, esse período glacial atingiu o seu auge há cerca de 26.500 anos atrás. As primeiras tintas foram obtidas essencialmente de fontes vegetais e pigmentos minerais terrosos como ocre, por exemplo. 

Os desenhos e pinturas  em Lascaux, no sudoeste da França, datadas de cerca 15000 a 17000 a.C. revelam as primeiras cores usadas pelo homem. 

Os pigmentos principais, vermelho, ocre e preto, são simbólicos da vida (sangue) e morte, eram comumente criados a partir dos óxidos de ferro que coloriam a terra vermelha e do carvão ou osso queimado. 

Eles eram misturados às gorduras de animais e aquecidos para serem trabalhados. O amarelo ocre também era usado, enquanto o branco brilhante, feito a partir dos cristais de calcita, eram cuidadosamente incorporados no projeto total, entre as linhas de contorno do desenho, nas paredes da caverna (COLE, 1994, p. 8).

Desde essa época o conhecimento sobre as cores, suas características, sua produção, onde encontrá-las e como utilizá-las vem se acumulando pelos humanos há mais de 50000 anos e muitos problemas relacionados à aplicação de corantes naturais foram sendo resolvidos a partir do final do século XVIII, com o advento da Química e dos corantes sintéticos. Desde os primórdios a humanidade tem usado corantes orgânicos e pigmentos inorgânicos para confecção de tintas. 

Embora possam ser considerados sinônimos em alguns casos, pigmentos e corantes apresentam diferenças fundamentais quanto à solubilidade no meio em que estão aplicados, sendo os corantes solúveis e os pigmentos insolúveis. Tanto um como o outro são colorantes, aditivos usados para conferir cor aos materiais em que são aplicados. 

Pigmentos biológicos 

Do ponto de vista biológico, os pigmentos, por exemplos: xantofila, antocianina, hemoglobina, clorofila a,b,c, etc., são pigmentos naturalmente sintetizados pelos seres vivos. Flavonoides (cor laranja da cenoura) como a antocianinas (cor vermelho púrpura da beterraba), o maior grupo de flavonoides, são pigmentos responsáveis por conferir coloração laranja, azul, roxa, vermelho e violeta. Colorem as flores e também outras partes do vegetal, como as raizes, caules, os frutos e as folhas. Já as chalconas, conferem coloração amarelada. Carotenoides são substâncias produzidas por plantas, algas, fungos, procariotos e até mesmo alguns animais. Nesses organismos, desempenham variadas funções, destacando-se seu papel na fotossíntese como fotoprotetores. 

Esses pigmentos são responsáveis pelas cores que variam do amarelo ao vermelho nas frutas, flores e fungos. Eles também são encontrados nas folhas, onde normalmente são mascarados pela clorofila (verde). Diante da capacidade de coloração dessa substância, ela é usada como corante alimentício pela indústria. Um exemplo bastante conhecido de carotenoide é o betacaroteno, pigmento responsável pela cor laranja de certos vegetais, como a cenoura e abóbora. Esse carotenoide é muito importante para nosso organismo, pois atua como antioxidante e funciona como precursor da vitamina A. 
Como vimos, os pigmentos são compostos químicos que conferem cor a quase todo o tipo de células dos seres vivos, além de apresentarem funções importantes no metabolismo como antioxidantes, aceptores de elétrons e fotorreceptores. 
Do ponto de vista químico, classificar esses compostos, no entanto, pode ser um trabalho complexo: alguns não possuem estrutura química bem definida ou possuem mais de uma função química em suas estruturas. Uma possibilidade de classificação é dividi-los como orgânicos ou inorgânicos. Os pigmentos orgânicos são solúveis em água e o pigmentos inorgânicos ou minerais são insolúveis. E ambos são utilizados para a produção de tintas. 


O QUE É A TINTA

Tinta é um produto pigmentado líquido, em pasta ou em pó que é aplicado em superfícies para decoração e/ou proteção. Após a evaporação dos componentes voláteis constantes na tinta, ocorre formação de um filme aderente na superfície do substrato onde a tinta foi aplicada (Stoye, D. et al, 2012, Rocha Nunes, 2020). 
As tintas podem ser classificadas segundo o tipo de solvente, em tintas de base solvente ou de base aquosa. 

Tinta de base aquosa

Como o próprio nome sugere, a tinta à base de água aptesentam água na composição. No caso da base aquosa, se necessitarmos diluir, a diluição será feita acrescentando-se água. Tintas à base de água são menos poluentes quando comparadas com tintas a base de solventes. Essa característica é importante para o meio ambiente. Além disso, a limpeza dos acessórios utilizados na tinta de base aquosa pode ser feita com a própria água, sem a necessidade da adição de solventes.
Assim, as tintas de base aquosa são apontadas como preferenciais devido a constituírem uma vantagem do ponto de vista ambiental, por emitirem menos compostos orgânicos voláteis (COV’s), permitindo cumprir com seu objetivo com excelência e mínima agressão  ao meio ambiente (menor emissão de COVs). Por fim, essa composição da tinta tem pouco ou quase nenhum odor, ao contrário da tinta a base de solventes.

Tintas a base de solventes 

As tintas à base de solvente apresentam algum solvente orgânico em sua composição. Nesse aspecto, é possível perceber uma das diferenças mais importantes entre esses dois tipos de tintas: a diluição.
As tintas a base de solventes, a diluição é feita com o solvente adequado, por exemplo, com aguarrás ou outro solvente orgânico derivado do petróleo. Outro aspecto que diferencia a tinta a base de solventes da tinta de base aquosa é a sustentabilidade. As tintas a base de solventes apresentam um potencial maior de poluição do meio ambiente. 

Desta forma a tinta é uma substância líquida, viscosa (em pasta) ou sólida em pó, que, quando misturada a seus veículos e aditivos e aplicada a uma superfície, se transforma num filme sólido opaco, que protege a superfície e confere cor. 

Composição da tinta

As tintas são compostas por pigmentos, resinas, solventes e aditivos, e são utilizadas para proteger e dar cor a objetos ou a superfícies.

As tintas, em geral, são uma composição líquida, geralmente viscosa, com uma dispersão de partículas sólidas (em um meio líquido: água ou solvente). Elas são constituídas por quatro componentes principais: a resina, o solvente, o pigmento (cor) e os aditivos. Com a secagem, também conhecida como processo de cura das tintas, forma-se um filme aderente ao substrato, local onde a tinta foi aplicada, e esse filme tem o objetivo de proteger e conferir cor, além de decorar o substrato.

As tintas podem ser classificadas em tintas não pigmentadas e tintas pigmentadas.

I
TINTAS NÃO PIGMENTADAS

As tintas não pigmentadas, são também conhecidas como tintas corantes, ou simplesmente corantes, são mais claras (menor poder de cobertura) do que as tintas pigmentadas e são mais usadas nas cores dos cartuchos coloridos das impressoras, ou para tingimento de tecidos e alimentos.

CORANTES

Corante é uma substância natural ou sintética solúvel em água que aplicada sobre a superfície de um objeto ou produto acrescentando cor, fazendo o tingimento do mesmo garantindo assim a transparência do produto. (quimica)

Corantes são, então, substâncias coloridas que se dissolvem em líquidos e que concedem a outros materiais seus efeitos de cor, manchando-os ou sendo por eles absorvidas, e são por isso classificadas como tinturas ou corantes. (Mayer, 2002, p. 33).

Os corantes podem ser naturais ou artificiais. Um corante natural é aquele produzido a partir de plantas ou animais, por exemplo, o caramelo, que é derivados da queima de açúcar. Já os corantes artificiais, são sintetizados por via petroquímica ou do alcatrão do carvão mineral.

Os corantes são muito úteis na indústria alimentícia para:

1) restaurar a cor de produtos cujo tom original foi afetado ou destruído durante o processamento industrial, como as cerejas em calda, que ficam transparentes quando cozidas e precisam dos corantes para ficar com aspecto mais apetitoso; 2) uniformizar a cor de produtos com matérias-primas de origens diversas, como o suco de uvas de safras e localidades distintas; 3) conferir cor a alimentos incolores, como as balas de frutas.

O corante natural que gera a cor carmim e as tonalidades vermelhas vem de um inseto chamado cochonilha, que dá em uma espécie de cacto peruano Opuntia spp. Os insetos colhidos, e esmagados e o  corante é extraído com amônia.

A utilização de corantes no Brasil iniciou-se há muitos anos com o uso do corante vermelho obtido por meio do pau-brasil e com o passar dos anos, aumentou-se a procura por estes compostos nas indústrias brasileiras.  (prouc

Os corantes e os pigmentos possuem como semelhança a possibilidade de conferir cor aos cosméticos além de ambos poderem ser tanto de origem natural quanto sintética. 

A principal diferença entre estes compostos está relacionada ao fato de que os corantes são substâncias solúveis e promovem apenas o tingimento do produto, enquanto os pigmentos são insolúveis e proporcionam simultaneamente a cobertura, a opacidade e o tingimento

Dessa forma, os corantes mantêm a transparência do objeto mesmo após a tintura. Outra diferença significativa entre os compostos mencionados é que os corantes possuem um poder tintorial muito superior ao do pigmento, ou seja, é necessário uma quantidade muito maior de pigmento para atingir a mesma coloração proporcionada pelos corantes. (prouc).


II
TINTAS PIGMENTADAS

As tintas pigmentadas como seu próprio nome diz, são tintas que levam pigmentos insolúveis em sua composição. 

PIGMENTOS

Pigmento é uma substância natural ou sintética insolúvel que capta, reflete e muda a cor de uma fonte luminosa que incide sobre o produto onde ele é aplicado. (quimica). 
Pigmentos naturais são substâncias químicas extraídas de minerais, animais, insetos, fungos, microalgas, frutos, vegetais, árvores, folhas, cascas, pétalas e raízes.

Assim, quando um pigmento moído e misturado em veículo líquido para formar uma tinta, ele não de dissolve, mas permanece disperso ou suspenso no líquido.

Tintas pigmentadas
As tintas pigmentadas são feitas com pigmentos solidificados, transformados em pó fino e misturado com resinas  por isso, é mais resistente a condições adversas, como tempo (temperatura, insolação), e umidade.

A tinta é composta por quatro componentes principais: 

I. Pigmentos 
Partículas sólidas, finamente divididas e insolúveis que conferem cor, opacidade, poder de cobertura e resistência. Os pigmentos naturais mais populares são argilas, sílicas, carbonato de cálcio e talcos. Os pigmentos sintéticos incluem argilas calcinadas, sulfato de bário (blanc fixe), carbonato de cálcio precipitado ou sílicas pirogênicas. Alguns pigmentos podem ser tóxicos, como os pigmentos à base de chumbo ou estanho, níquel, cádmio e cromo, que atualmente são proibidos. 
Há dois tipos principais de pigmentos coloridos: 

Pigmentos Orgânicos
Pigmento orgânico é todo pigmento que é produzido industrialmente a partir de derivados de petróleo. Incluem os de cores mais brilhantes, alguns dos quais são bastante duráveis no uso em exteriores. Exemplos de pigmentos orgânicos são o azul ftalo e o amarelo.

Pigmentos Inorgânicos
Pigmentos inorgânicos são aqueles pigmentos derivado de minerais por ex., dos óxidos de ferro e dióxido de titânio, cálcio, manganês etc… ou seja, são produzidos industrialmente com matérias-primas minerais. Os óxidos de ferro são facilmente encontrados na natureza, porém também são sintetizados em laboratórios o que os tornam mais seguros para serem usados pois teoricamente são livres de metais pesados.
Geralmente não são tão brilhantes quanto as cores orgânicas (muitos são descritos como cores terrosas), são os pigmentos exteriores mais duráveis. Exemplos de pigmentos inorgânicos:

Os pigmentos orgânicos abrangem todas cores que conhecemos, com destaque para algumas cores dos grupos Azo, Quinacridonas e Macrocíclicos:
1) Cores dos pigmentos orgânicos sintéticos com base no azoto (N): são muito aplicados na indústria têxtil, são do grupo Azo e apresentam variados tons das cores amarela, laranja e vermelha;
2) Pigmentos orgânicos do grupo sintético das quinacridonas: possuem alto brilho e são muito aplicados nas indústrias de tintas, apresentam vários tons vibrantes das cores violeta, vermelha e magenta;
3)Os pigmentos orgânicos macrocíclicos aromáticos do grupo das Ftalocianinas: são aplicados nas tintas esmaltes, automobilística e de impressão, apresentam cores intensas de vários tons azul e verde.(química)


II. Resinas

Resinas contribuem para a formação de películas de tinta, determinando características relacionadas à aderência, secagem, brilho e outros. As resinas mais comuns são resinas acrílicas, resinas sintéticas, resina
epóxis, poliuretanos, nitrocelulose e poliésteres. As resinas podem ser base solvente, base água, alto sólidos e 100% sólidos.

Resinas são usadas em tintas desde a antiguidade
Resinas naturais: são resinas produzidas por plantas, essa substância é inflamável, possui tom amarelo claro, é encontrada no estado sólido e pode amolecer quando aquecida. A resina vegetal rígida fossilizada é o âmbar, encontrada em árvores como o pinheiro, pinos, araucárias (coníferas), pessegueiro. O breu, um tipo de resina natural é muito utilizado na indústria do papel, na fabricação de sabão em pó, vernizes e tintas; pode ser de origem vegetal ou do petróleo.

Resina sintética
Enquanto isso, a resina sintética apesar de ser designada para fins semelhantes da resina natural, é feita na maioria das vezes por meio do petróleo. As resinas hidrocarbônicas aromáticas (C9), um tipo sintético, é muito utilizada na produção de tintas e adesivos, além de fabricar plásticos.

Goma laca
Goma-laca é uma resina secretada pelo inseto (Hemiptera; Kerriidae) Kerria lacca (Kerr, 1872) encontrado nas florestas da Índia e Tailândia. O material bruto é refinado em diversos graus para diferentes propósitos. As duas melhores variedades disponíveis no mercado são a goma-laca laranja, que nos chega em forma de flocos laranja-marrom finos e translúcidos e a goma-laca branca ou alvejada.

Kerria lacca produz um corante e uma cera como secreções naturais. O ciclo de vida dessa cochonilha prossegue com o primeiro ínstar dos estágios larvais, que são conhecidos como "rastejadores". As larvas neste estágio rastejam ao longo dos galhos de suas plantas hospedeiras e se alimentam perfurando o floema.

Resina de pinho, Breu branco, ou colofonia
Também chamada de breu branco ou colofonia, é uma resina retirada   Pinheiros sobretudo das espécies Pinus elliottii e o Pinus tropicalis (Pinaceae) é um produto conhecido desde a antiguidade. Ddocumentos antigos, datados dos séc IV e II a.C, é possível compreender que o breu era um produto importante na Grécia, Macedónia, Ásia Menor e Egito. Não se sabe exatamente a origem de seu uso, mas era certo que a colofónia era aplicada nas construções navais, como na calafetagem dos barcos de madeira. Outras utilizações resumiam-se a impermeabilização de cordas, lonas e tecidos, combustível para as tochas e muito mais. Mas o que, exatamente, é o breu? Trata-se de um produto sólido, de coloração amarelada, resultante do processo de destilação da goma ou resina de pinus. Cerca de 80% da goma bruta de pinheiros resulta em breu. Há algumas décadas foram descobertas diversas novas utilidades para esse produto na indústria. Boa parte desse material se torna cola e adesivo, ou cera para depilação. Além disso, pode servir como matéria prima para tintas, vernizes, borrachas sintéticas e produtos alimentares. O breu e a terebintina são os dois principais produtos extraídos das Resinas de Pinus sp.
À temperatura ambiente é um Sólido de cor âmbar, frágil (quebradiço), amorfo, transparente e vítreo, constituído por ácidos resínicos principalmente o ácido abiético. É o principal produto da destilação da resina, sendo uma importante matéria-prima natural para a indústria química. A colofónia é utilizada em diversos sectores de atividade como na produção de colas, tintas, vernizes, tintas de impressão, agentes de colagem para papel, borrachas, adesivos, ceras depilatórias, cosméticos, indústria farmacêutica e alimentar (pastilhas elásticas) entre outros.

Resina Dâmar
Nas atividades de pintura artística até muito pouco tempo só existiam gomas e resinas naturais tais como o Damar, o Copal, o Mastique. Dessas, a resina que menos amarelece nos procedimentos, é a resina de damar.  
Damar é também o termo usado para designar alguns tipos de resinas naturais extraídas de árvores tropicais. A resina danar produz um verniz incolor devido sua resina não conter qualquer matéria colorante. Dammar, também chamada de goma dammar, ou goma damar, ou resina de Damar ou simplesmente Damar, é uma resina obtida  de árvores da família Dipterocarpaceae nativas da Índia e do Sudeste Asiático, principalmente aquelas dos gêneros Shorea sp ou Hopea sp (sinônimo Balanocarpus). A resina de algumas espécies de Canarium também pode ser chamada de dammar. A maioria é produzida pela extração de árvores; no entanto, parte é coletada na forma fossilizada no solo. A cor da goma varia de transparente a amarelo-claro, enquanto a forma fossilizada é marrom-acinzentada. A goma dammar é uma resina triterpenoide, contendo muitos triterpenos e seus produtos de oxidação. Muitos deles são compostos de baixo peso molecular (dammarano, ácido dammarenólico, oleanano, ácido oleanônico, etc.), que se oxidam e fotoxidam facilmente.

Copal
Resina que exsuda de árvores do gênero Hymenaea, especialmente de Hymeneaea courbaril, o jatobá; almécega, goma-copal, jetaicica. Encontrada na forma de fragmentos vítreos amarelo-claros ou blocos de até 3 kg, na superfície do solo ou como subfóssil, em torno de árvores velhas ou em solos anteriormente ocupados por elas, é especialmente usado na fabricação de vernizes e colas, e em odontologia e como substituta do âmbar.
Copal é uma resina fossilizada jovem, ou seja, formada há apenas alguns milhares de anos. A palavra provém do espanhol “copalli”, que significa incenso. É comparado ao âmbar e empregado em joalheria. Existem vários tipos de resinas copálicas. Em geral são duras, vítreas e extraídas de certas árvores da floresta tropical, possuindo coloração amarela, similares ao âmbar. Já o copal branco é leitoso e pegajoso, sendo mais caro que o copal amarelo. Industrialmente tais resinas são empregadas na preparação de alguns tipos de vernizes e lacas.

Mástique
O mástique, mástica ou almácega é uma goma-resina obtida da planta lentisqueira ou almacegueira, ou planta do lentisco (Pistacia lentiscus L. 1753) familia Anacardiaceae, cultivada tradicionalmente na ilha grega de Quios, na cidade de Mastichochoria, importante centro produtor de mástique, e também na Turquia. Essa resina tem sido usada na fabricação de cosméticos, fármacos, tintas, materiais de construção (para vedação), entre outros, e sobretudo empregada na culinária, por exemplo na fabricação do sorvete e manjar turco, ou simplesmente usada como chiclete. O substantivo almácega chega ao português por via do árabe marroquino al-maçtakā, que por sua vez provém do étimo (morfema = menor unidade linguística que possui significado, ou palavra que serve de base para a formação de palavras por derivação ou composição) grego antigo μαστιχειν, mastíkhēin, que significa goma de mascar. O mástique é uma resina clara, bastante brilhante, ficando mais opaca com o passar do tempo. Pode ser quebradiça, e amolece em baixas temperaturas. O mástique fresco é dissolvido em álcool e essência de terebintina, formando um verniz completamente transparente, sendo insolúvel em essências minerais. O conhecimentos e práticas do cultivo de mástique na ilha de Quios foram incluídos pela UNESCO em 2014 na lista representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidad (ich).
Há indicações de que se deva usar com parcimonia essa resina na produção do medium Megilp para pintura a óleo, uma vez que pode se alterar ao longo do tempo e até mesmo derreter. Uma formulação de Megilp foi introduzida na década de 1940 por Jacques Maroger como um novo meio para pintura a óleo. Megilp é um gel tixotrópico resultante da combinação igual de verniz de mástique e óleo preto (óleo de secagem com chumbo) (cozinhadapintura, naturalpigments).


Âmbar
O âmbar é uma substância insolúvel e pouco flexível. É solúvel em alta temperatura com óleo de linhaça, devendo ser usada em pequenas quantidades. Quando seca, forma uma superfície brilhante dura e altamente resistente à atmosfera. É utilizada no preparo de vernizes, mas não deve ser usada como verniz final. Na Europa, o âmbar já era popular desde o Neolítico (10000 a há 3500 a.C.), enquanto a história da comercialização das resinas pode ser rastreada até pelo menos a idade do Bronze cerca de 1800 a.C. O âmbar é uma resina vegetal rígida fossilizada, originada principalmente de árvores coníferas, como os pinheiros. O início do comércio dessas substâncias teria ocorrido durante a idade da Pedra (Paleolítico, Mesolítico, e Neolítico 3.300000 a 3000 anos a.C.), ainda que o seu uso como ornamento e adereço já ocorresse há centenas de anos antes, ou até mais.(ecycle)

Breu 
O breu é o produto residual obtido na destilação do alcatrão vegetal; o breu pode ser também obtido diretamente na destilação de pequenos ramos de árvores. As espécies botânicas que dão origem a este material são árvores da família das Pinaceae. O breu é também conhecido por pez negro ou por pez de alcatrão (em inglês wood pitch). No Brasil, a designação de breu corresponde à nossa resina de colofónia, também conhecida como pez louro.
O breu é conhecido como a resina de vegetal mágica, ela é um tipos de resina natural e pode ser encontrada principalmente na floresta amazônica, na árvore almécega. Quando extraída, fica em contato com o ar e endurece, se transformando em uma resina vegetal sólida. Os músicos costumam usá-la para passar no arco e de instrumentos, gerando maior aderência do arco com a corda, favorecendo a produção do som. Também é usada na manutenção de cabos de aço, na medicina e ainda como incenso. As resinas fenólicas de breu são usadas em combinação com óleos secativos e resinas alquídicas em vernizes e em tintas para sistema de impressão, promovendo rápida secagem ao toque, resistência a intempéries, dureza e brilho ao filme.

O breu dimerizado é utilizado como aglutinante (binder) para tintas e vernizes, pois proporciona excelente molhabilidade/umectação do pigmento e compatibilidade com todas as classes de polímeros (Vettori, Carvalho e Gomes, 2022).

***
Os meios à base de resinas são aqueles feitos com resina dissolvida em um solvente, como verniz alcoólico de dammar (dammar ou damar em terebintina), verniz alcoólico de mástique (goma de mástique dissolvida em terebintina) ou megilp (meio à base de óleo e resina e, mais tarde, meios Maroger). Os meios e vernizes à base de resina se tornaram adições populares à tinta a óleo desde o século XIX.

Além dos vernizes para pintura, o uso principal de resinas em pintura a óleo como esmaltes (glazes). O uso de meios resinosos em tinta a óleo certamente não é novo. Pesquisadores encontraram resinas naturais, como mástique e, mais comumente, aquelas de pinheiros, nas primeiras pinturas a óleo europeias do século XV. No entanto, o uso de resinas naturais em tinta a óleo era restrito a passagens específicas de pinturas. Foi somente na segunda metade do século XVIII que encontramos películas de tinta incorporando resinas em todas as pinturas.

No manto verde da figura ajoelhada à direita de A Adoração dos Reis, de Girolamo da Carpi, vemos um uso antigo de resina em tinta a óleo. A tinta continha óleo de noz com uma pequena quantidade de resina de pinho. O exame de um fragmento de pintura mostrou que era parte do meio da tinta, mas a resina foi usada em uma ou duas áreas isoladas. Parece que Carpi adicionou resina para efeitos específicos, mais ou menos como Armenini descreveu para pintar e vitrificar cortinas verdes.

Uso inicial de resina de pinho em tinta a óleo como meio para envernizamento.
Girolamo da Carpi, A Adoração dos Reis, c. 1545–50, óleo sobre madeira, 44,2 x 32,1 cm, National Gallery, Londres. (O'Hanlon, 2025)

A fórmula e as técnicas de Maroger foram estudadas por muitos pintores modernos que desejam obter a qualidade da tinta dos Antigos Mestres. A "fórmula secreta" que Maroger inventou durante sua vida/recuperou incluía o ingrediente principal, o chumbo branco. O chumbo branco, quando cozido em óleo de linhaça, atua como um agente de secagem, acelerando a polimerização da película de óleo. Maroger alegou ter apresentado ao artista moderno o que os mestres alcançaram séculos antes em suas pinturas, uma maneira de garantir a permanência e a qualidade da cor em óleos sem sacrificar o manuseio fluido e sutil da tinta. Equipado com essas fórmulas, o artista poderia mais uma vez misturar sua tinta facilmente sem perder o controle de seu pincel. A tinta permanece onde é aplicada e não escorre do painel (suporte). Ela seca muito rápido para que ele possa pintar nas mesmas áreas no dia seguinte, o que acelera a pintura. (naturalpigments)

Formula do medium de Maroguer. (Fonte: briandavisart)

Seis fórmulas de Maroger retiradas de seu livro sobre fórmulas de pintura:

Lead Medium 
Atribuído a Antonello da Messina: uma parte de litargírio (litharge) (óxido de chumbo amarelo) ou branco de chumbo, combinado por cozimento com três a quatro partes de linhaça.

Lead Medium 
Atribuído a Leonardo da Vinci: uma parte de litargírio ou branco de chumbo, combinado por cozimento com três a quatro partes de óleo de linhaça cru e três a quatro partes de água.

Lead Medium 
Atribuído aos pintores venezianos, Giorgione, Ticiano e Tintoretto: uma ou duas partes de litargírio ou branco de chumbo, combinado por cozimento com 20 partes de óleo de linhaça cru ou óleo de noz.

Lead Medium 
Atribuído a Peter Paul Rubens: este meio foi supostamente baseado no óleo preto de Giorgione com uma adição de resina de mástique, terebintina de Veneza e cera de abelha. Uma ou duas partes de litargírio ou branco de chumbo, combinado por cozimento com 20 partes de linhaça crua. Um pouco mais de uma colher de "óleo preto" combinado com até mesmo uma colher de verniz de mástique resultou no meio "gelatinoso" que se acredita ser Megilp (outro nome do meio Maroger).

Meio de chumbo
Atribuído aos Pequenos Mestres Holandeses: este meio era o mesmo usado por Rubens, mas não incluía cera de abelha.

Meio de chumbo 
Atribuído a Velázquez: uma parte de verdete (derivado do cobre, este material substitui os secantes metálicos à base de chumbo), combinados por cozimento com 20 partes de óleo de linhaça ou óleo de noz cru.

A maioria dessas receitas não é comumente empregada hoje, pois há poucas empresas que as produzem. A forma primária do "meio Maroger" conhecida hoje é o óleo preto (meio de "Giorgione") e verniz de mástique combinados em partes aproximadamente iguais para formar um gel. (WP)


III. Solventes 
Os solventes tornam a aplicação da tinta mais simples, favorecendo o nivelamento e a secagem.
 
IV. Aditivos 
Os aditivos são compostos químicos que têm a função de melhorar a qualidade e o desempenho da tinta. Entre as diversas funções, temos; dispersão e estabilização de pigmentos, otimização reológica, estabilidade de armazenamento, antiespumante, modificação da viscosidade, aumento da resistência a intempéries, melhoria das propriedades de secagem, proteção contra ataques químicos e abrasão, redução da concentração de pigmentos, e reforço da proteção UV. Podem incluir cargas minerais, que dão espessura ao filme de tinta, apoiam a sua estrutura, ou simplesmente aumentam o volume da tinta. 

Quais são as cores dos pigmentos naturais?

As cores dos pigmentos naturais são:

Da cochonilha: pigmento natural vermelho carmim de alta estabilidade.
Dos carotenoides: pigmento natural amarelo, laranja e vermelho
Dos flavonoides: pigmento natural roxo, azul e vermelho
Da clorofila das folhas: pigmento natural verde, (clorofilas a,b,c,d).
Do açafrão: pigmento natural amarelo vibrante.
Da beterraba: pigmento natural vermelho.
Da modificação da estrutura molecular da beterraba o pigmento natural azul.
Da fermentação das folhas: pigmento natural índigo azul
Do urucum: pigmento natural amarelo.
Do açúcar, glicose e frutose em temperaturas acima de seu ponto de fusão, o pigmento caramelo. (química)


PRIMEIRO PIGMENTO SINTÉTICO DA HISTÓRIA 

Os primeiros pigmentos a serem usados pelo homem foram: o vermelho, o preto, o marrom ou o ocre e o branco, mais fáceis de obter na natureza (de terras e argilas) e utilizados até hoje na arte. Foram os primeiros porque estão prontos e são encontrados em todos os locais em maior ou menor quantidade. Os pigmentos azuis foram utilizados desde muito tempo porém devido a sua raridade na natureza iniciaram a ser usados pela humanidade muito tempo depois dos pigmentos mais comuns. 
O pigmento azul mais citado vem de minerais como o lápis-lazúli, escasso e raro e, portanto, muito caro. Os maiores depósitos de lápis-lazúli estão localizados no Hindukush, Afeganistão, onde ainda são explorados com procedimentos muito semelhantes aos empregados há mais de 3.000 anos.

Os egípcios compravam dessas minas grandes quantidades de lápis-lazúli para obter a azurita, o pó que fornecia o pigmento azul com que adornavam suas obras artísticas. Seu preço era tão alto que mesmo na época medieval ainda era vendido por um valor quatro vezes maior que o valor do ouro.

Devido ao preço elevado, por volta de 3.000 a.C, os egípcios procuraram uma maneira de fazer seu próprio pigmento azul. Pouco a pouco foram aperfeiçoando a técnica, que consistia em moer sílica (areia), cal, cobre e uma base alcalina (sódio) e aquecê-la a 800-900 graus Celsius. O produto eram uma espécie de vidro (frita) azul que devia ser moído para produzir o pó que então era usado para fazer a tinta. O resultado obtido é considerado o primeiro pigmento sintético da história, o azul egípcio. Os artesãos egípcios utilizavam-no para pintar madeira, papiros e telas, colorindo esmaltes, incrustações e vasos. Mas principalmente no campo funerário nas máscaras, estátuas e pinturas dos túmulos, pois acreditavam que a cor azul protegia os mortos do mal na outra vida.

O exemplo mais antigo conhecido do pigmento data de cerca de 5.000 anos atrás e foi encontrado na pintura de uma tumba do reinado de Ka-Sen, o último faraó da primeira dinastia. No novo reino o Azul Egípcio foi utilizado abundantemente como pigmento sendo encontrado em estátuas, pinturas de tumbas e sarcófagos.

O azul egípcio, é o primeiro pigmento artificial da história, é produzido pelo aquecimento de uma mistura de quartzo, cálcio, cobre e oxigênio, i.e., quartzo finamente moído (pó), carbonato de cálcio em pó e óxido de cobre em pó a temperaturas entre 850°C e 1050°C. A mistura também inclui uma pequena quantidade de álcalis, como carbonato de sódio, carbonato de potássio ou ainda bórax (tetraborato de sódio), para apoiar a formação da fase cristalina azul. A reação requer uma faixa estreita de temperatura e atmosfera controlada, portanto, cadinhos são usados ​​como recipientes de reação. O esmalte resultante é então triturado e transformado em pó. O resultado desse processo químico mediado pela temperatura, era uma espécie de vidrado (vidro, ou frita) que era derramado em lingotes circulares para ser transportado e comercializado. 

Os egípcios mantiveram em segredo os detalhes da fabricação do azul egípcio. No entanto, aqui estão algumas receitas que podem ajudar:

Areia do deserto (triturada até virar um pó), calcário em pó, fragmentos de natrão (carbonato de sódio), bronze ou cobre, composto de cálcio, composto de cobre, quartzo ou sílica gel.

Areia, natrão (carbonato de sódio) ou cinza, minerais de cobre ou lascas de bronze.

Quartzo moído (pó), giz (carbonato de cálcio), malaquita (carbonato de cobre) e natrão (carbonato de sódio ou borato de sódio).

Células unitárias correspondentes aos pigmentos Azul Egípcio (CaCuSi4O10) e “Azul Han” (BaCuSi4O10), apresentados ao lado esquerdo da figura, e ao lado direito corresponde à célula unitária do pigmento “Violeta Han” (BaCuSi2O6) e o composto CaCuO2.

Pigmento azul egípcio

Teto do templo de Dendera, Egito. (egitoexclusivo)

Faiança com pigmento azul egípcio.

O pigmento azul também teve um papel marcante no desenvolvimento chinês, pois embora o mineral azurita (Cu3(CO3)2(OH)2), carbonato de cobre hidróxido, fosse relativamente abundante na China, ele não era estável para ser usado como pigmento para tinta, e o óxido de cobalto era limitado a apenas algumas aplicações. Essas dificuldades levaram ao desenvolvimento da alquimia e consequentemente ao desenvolvimento químico industrial chinês e a produção de pigmentos azuis com propriedades melhoradas, criando assim os pigmentos conhecidos como “Azul Han” (BaCuSi4O10) e “Violeta Han” (BaCuSi2O6), obtidos pela primeira vez durante a dinastia Han (208 A.C até 220 D.C). Uma comparação direta do pigmento Azul Han com o Azul Egípcio evidencia que o pigmento chinês apresenta o elemento homólogo bário ao invés do cálcio, apresentado pelo Azul do Egito. Além de ser o primeiro sinteticamente produzido pela humanidade, o pigmento azul egípcio é muito estável e apresenta uma cor azul brilhante. Este pigmento contém uma mistura de várias fases, tais como cuprorivaita (CaCuSi4O10), de quartzo que não reagiu e quantidades variáveis de vidro. O Azul Egípcio, cuja cor é proveniente do cromóforo CuO4 6- presente em sua composição, é baseado no cristal CaCuSi4O10, sendo que suas propriedades ópticas são bastante diferentes das do pigmento Violeta Han, BaCuSi2O6, bem como dos compostos CaCuO2 e Li2CuO2, embora todos eles envolvam o mesmo cromóforo quadrático plano CuO4 6- (Figura 3). [29] Os pigmentos azuis e violeta apresentam estrutura cristalina tetragonal, mas grupos espaciais diferentes, P4/ncc e P41/acd, respectivamente.

Células unitárias correspondentes aos pigmentos: azul egípcio CaCuSi4O10 (e azul Han BaCuSi4O10), Violeta Han BaCuSiO2O6, e os compostos CaCuO2 e Li2CuO2. Os íons Cu2+ envolvidos nos complexos CuO4 6- quadráticos planos (círculos pontilhados amarelos) são representados em azul escuro, enquanto os tetraedros SiO4 4- estão em verde.

Pigmentos naturais, tais como os ocres e os óxidos de ferro têm sido usados como corantes desde a era pré-histórica. Arqueólogos descobriram provas de que os homens primitivos usaram tinta para fins estéticos, como pintura corporal. Pigmentos e ferramentas de moagem, que se acredita terem cerca de 300 000 anos na gruta de Twin Caves, Zâmbia.

Antes da revolução industrial, a gama de cores disponíveis para utilizações artísticas e decorativas era tecnicamente limitada. A grande maioria dos pigmentos eram minerais, terras ou de origem biológica.(WP).

Os pigmentos de origens incomuns, como materiais botânicos, resíduos animais, insetos e moluscos eram colhidos e comercializados através de longas distâncias. Algumas cores eram extremamente caras ou impossíveis de misturar com a maioria dos outros pigmentos disponíveis. O azul e a púrpura ficaram associados à realeza, tal era o seu preço de compra Os pigmentos biológicos eram de difícil aquisição e os detalhes da sua produção eram mantidos em segredo pelos fabricantes. A púrpura tíria é um pigmento fabricado a partir do muco de várias espécies de Hexaplex trunculus. A sua produção, para ser usado par tingir tecidos, começou, por volta de 1200 a.C. em Tiro, no atual Líbano, pelos fenícios, sendo mais tarde fabricado pelos gregos até 1453, quando caiu Constantinopla (WP).


PREPARO DOS PIGMENTOS 


Os pigmentos, que proporcionam cor e cobertura à tinta, britados, moídos e dispersos para garantir uma distribuição uniforme na mistura.

Ligantes 
Os ligantes criam uma estrutura sólida ao secar, fixando pigmentos, proporcionando coesão e vários tipos de acabamento. Os veículos abrangem várias resinas, naturais, sintéticas, emulsões, etc., gerando tintas com diversas propriedades físicas e químicas. Essas resinas formam a película protetora que a tinta adquire após a secagem, influenciando o tempo de secagem, aderência, cor, brilho, resistência e outros atributos.

Mistura e Moagem 
Os elementos são misturados em tanques agitadores ou misturadores para garantir uma dispersão uniforme. Se necessário, a mistura passa por um processo de moagem para obter a consistência desejada.

Adição de Solventes e Aditivos 
Solventes são adicionados para ajustar a viscosidade da tinta e facilitar sua aplicação. Aditivos são incorporados para melhorar propriedades específicas, como resistência à água, tempo de secagem e aderência.




Fonte

https://lookingatlooking.wordpress.com/wp-content/uploads/2011/01/albersinteractionofcolor.pdf

https://www.nature.com/articles/s41586-024-07541-7


Vantablack
https://youtu.be/Xr1AiExSAnU?si=aOkjGzzytvyBSbW0

https://ufsj.edu.br/portal-repositorio/File/coqui/TCC/Monografia-TCC-Fabiola_A_Ferreira-20162.pdf

https://www.quimica.com.br/pigmentos-e-corantes/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Pigmento

https://exhibitions.kelsey.lsa.umich.edu/ancient-color/blue.php

https://www.naturalpigments.com/egyptian-blue-pigment.html#:~:text=a%20powdered%20pigment.-,Source,%C2%B0%20to%201000%C2%B0%20C.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Azurita

https://www.youtube.com/watch?v=XORCBBN1AlM

https://colourlex.com/project/egyptian-blue/

https://www.infoescola.com/compostos-quimicos/corantes/

https://prouc.uff.br/pigmentos-corantes/#:~:text=A%20principal%20diferen%C3%A7a%20entre%20estes,a%20opacidade%20e%20o%20tingimento.

https://en.wikipedia.org/wiki/Orpiment

https://www.quimica.com.br/pigmentos-e-corantes/

https://www.sindiquimicos.com.br/produtos/pigmento-quimico/pigmentos-artificiais

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/degusta/alimentacao-com-saude/entenda-como-sao-feitos-os-corantes-e-descubra-se-fazem-mal,09081b9aa3f27310VgnCLD100000bbcceb0aRCRD.html?utm_source=clipboard

https://www.ufsj.edu.br/portal2-repositorio/File/coqui/TCC/Monografia-TCC-MarianaMatos.pdf

https://www.ctborracha.com/borracha-sintese-historica/materias-primas/agentes-de-pegajosidade/tipos-agentes-de-pegajosidade/breu/#:~:text=O%20breu%20%C3%A9%20o%20produto,%C3%A1rvores%20da%20fam%C3%ADlia%20das%20Pinaceae.


https://www.retaprene.com.br/tipos-de-resina-e-onde-sao-utilizadas/#:~:text=Resina%20natural&text=A%20resina%20vegetal%20r%C3%ADgida%20fossilizada,em%20p%C3%B3%2C%20vernizes%20e%20tintas.

https://www.florpinus.com.br/a-tinta-e-uma-substancia-liquida-com-diversos-componentes-como-pigmentos-ligantes-solventes-e-aditivos-que-e-aplicada-em-superficies-para-fins-de-protecao-decoracao-ou-ambos/

A cor do Brasil 

https://cozinhadapintura.com.br/2011/09/17/resina-mastique-verniz-pintura/

https://briandavisart.com/maroger-medium-formula.html


https://www.academia.edu/30175447/_Paint_for_Painters_a_Gap_in_Italian_turn_of_the_century_Academic_Training_and_Artists_Self_Taught_Compensation_Strategies_The_case_of_Gino_Severini_November_2016_Stuttgart_ATSR_Conference








Uso de resinas




Pigmentos e corantes




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